Sóstenes rebate fala de Lula sobre '90% dos evangélicos receberem benefícios' do governo: 'Fé não se compra'
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February 7, 2026
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, rebateu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou neste sábado que "90% dos evangélicos recebem benefícios sociais do governo". O comentário foi feito durante o discurso do mandatário no evento de comemoração do aniversário de 46 anos do PT. Na ocasião, Lula também afirmou que os militantes "não podem esperar que o pastor fale bem deles" e sugeriu a abertura de diálogo direto com os fiéis. Situação do ex-presidente: Com visitas a Bolsonaro, Papudinha vira 'QG político' na montagem de alianças eleitorais da direita Entenda: Lula insiste em lançar Pacheco ao governo de Minas, mas estuda opções; veja quais "A fala de Lula escancara a lógica da esquerda: usar o Estado para tentar comprar consciência e tratar evangélicos como curral eleitoral", respondeu Sóstenes em um post no X. Na publicação, também afirmou que "fé não se compra" e que "auxílio não dá direito à submissão". "Quem precisa trocar dinheiro público por voto teme um povo livre, informado e guiado por valores", acrescentou. O parlamentar é pastor da Assembleia de Deus e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Initial plugin text Durante o evento, Lula também pediu para que o partido "faça uma reflexão" sobre seus "erros políticos" e "ter capacidade de fazer avaliações" sobre as coisas que não conseguiu fazer. — O PT governava 24 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Governava Osasco, Guarulhos, Santo André, São Bernardo (do Campo), Diadema, Mauá, Campinas, governou Piracicaba. Hoje, o que o PT governa? O que aconteceu? Em algum momento, nós erramos. É preciso ver onde erramos para a gente corrigir, não podemos continuar persistindo no erro. O PT de Santo André era um PT extremamente organizado, era símbolo. O que aconteceu com o PT de Santo André? As brigas internas acabaram com o PT — afirmou o presidente. Aos 80 anos e prestes a disputar um quarto mandato neste ano, Lula também ressaltou em sua fala que é "uma pessoa física" e que a "pessoa jurídica" de seu partido precisa ser mais forte do que ele. — Se a gente não levar em conta a necessidade de fazer uma reflexão da nossa trajetória, o partido é que tem que ser forte, não é o Lula que tem que ser forte. O Lula é uma pessoa física e vocês são uma pessoa jurídica, vocês não podem acabar. Eu já estou com 80 anos de idade e quero dizer para vocês: eu vivo hoje o melhor momento da minha passagem pelo planeta Terra — disse Lula. No mesmo discurso, o presidente voltou a dizer que a eleição será marcada pela comparação entre o atual governo e o de Jair Bolsonaro, mas ressaltou que apenas ter melhores resultados não basta para vencer o pleito. — Nós só perdemos as eleições deste ano para nós mesmos. Não há como a gente perder para os adversários. Se preparem. (...) Vai dar PT se a gente compreender que todas as coisas boas que nós fizemos, por si só, podem não ganhar as eleições. É importante vocês saberem que se depender do que nós já fizemos, comparado a eles, nós já ganhamos essas eleições. Mas não é isso que vai decidir. Não é isso. Não se iludam. O que vai ganhar as eleições é a nossa narrativa política — afirmou Lula.
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