Funcionários do Google exigem o fim dos serviços em nuvem para agências de imigração
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February 7, 2026
Depois que agentes federais de imigração mataram Alex Pretti em Minneapolis, funcionários do Google inundaram os fóruns internos da empresa com mensagens exigindo uma resposta. 'Alugue um Humano': site permite que agentes de IA contratem pessoas para realizar tarefas no mundo físico Bitcoins de presente? Plataforma envia por erro US$ 40 bi em criptomoedas a seus usuários momentaneamente Na sexta-feira, mais de 800 funcionários pediram à direção, em uma petição, que fosse transparente sobre como a tecnologia do Google dá suporte às agências federais de imigração e instaram a empresa a deixar de fazer negócios com essas organizações. A petição afirmava que eles estavam “estarrecidos com a violência” e com as “operações no estilo paramilitar” conduzidas por agentes de imigração, as quais acusam o Google de ajudar a viabilizar. Eles também solicitaram que a empresa adotasse medidas de segurança para proteger os funcionários após uma suposta tentativa de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) de entrar no campus da companhia em Cambridge, Massachusetts. Initial plugin text Ativismo no Vale do Silício A petição sinaliza uma retomada do ativismo de funcionários no Google e em todo o Vale do Silício, após anos de relativa calmaria. Trabalhadores de tecnologia, que em grande parte permaneceram em silêncio enquanto executivos se aproximavam do governo Trump, começam a pressionar algumas das maiores empresas do mundo a influenciar a Casa Branca a mudar suas políticas. Embora tenha sido assinada por uma fração dos cerca de 190 mil funcionários da empresa, a nova petição ecoa a turbulência vivida pelo Google em 2018, quando trabalhadores fizeram uma paralisação em protesto contra a forma como a empresa lidou com casos de assédio sexual e, depois, contestaram seu envolvimento em um programa do Pentágono que utilizava inteligência artificial para aprimorar ataques com drones. Nos anos seguintes, a direção do Google limitou o acesso dos funcionários a documentos internos, reduziu as reuniões gerais e reprimiu manifestações de dissidência. Há dois anos, demitiu 28 trabalhadores por protestarem contra um contrato de computação em nuvem com o governo de Israel. Um humano na rede dos ‘bots’: como me infiltrei no Moltbook e ‘causei’ fingindo ser uma IA brasileira Como resultado, alguns funcionários passaram a hesitar mais em desafiar a gestão, afirmou Matthew Tschiegg, engenheiro da equipe de computação em nuvem que assinou a petição. Ainda assim, muitos empregados continuam acreditando no antigo lema informal da empresa: “Don’t be evil” (“Não seja mau”). — Eles riscaram ou apagaram esse lema, mas o espírito continua vivo — disse Tschiegg, que trabalha no Google há mais de uma década. Desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, executivos e investidores do Vale do Silício — incluindo Elon Musk, que lidera a SpaceX e a Tesla; Tim Cook, CEO da Apple; e Mark Zuckerberg, CEO da Meta — manifestaram apoio ao presidente por meio de doações e compromissos políticos. Essa postura criou a percepção de que o setor de tecnologia havia migrado de uma posição liberal para uma conservadora. Dinheiro traz felicidade? Elon Musk, homem mais rico do mundo, desabafa na própria social: 'não'. Mas a morte de Pretti expôs algumas fissuras. Após o episódio, Cook, Sam Altman, da OpenAI, e outros pediram ao presidente que reduzisse a atuação dos agentes. Sundar Pichai, CEO do Google, não divulgou um comunicado público. Jeff Dean, cientista-chefe do laboratório de pesquisa em IA DeepMind, do Google, escreveu em uma publicação nas redes sociais: “Toda pessoa, independentemente de filiação política, deveria condenar isso.” A petição sobre imigração no Google, que recebeu mais de 500 assinaturas em 24 horas, foi organizada pelo No Tech for Apartheid, grupo de funcionários do Google e da Amazon que defende o fim do contrato conjunto de computação em nuvem das empresas com o exército e o governo de Israel. Vai dar certo? Nova onda da internet, verificação de idade promete acabar com a era do anonimato e do ‘faroeste’ digital A petição cita uma reportagem do site The Intercept segundo a qual o Google fornece serviços de nuvem à Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. Também menciona a parceria do Google com a Palantir, empresa de análise de dados e tecnologia que desenvolveu software para rastrear imigrantes. Dilema ético Um porta-voz do Google afirmou que o Departamento de Segurança Interna dos EUA utilizava infraestrutura de nuvem disponível comercialmente por meio de clientes da empresa, incluindo serviços básicos de computação e armazenamento em nuvem. Tschiegg disse que os funcionários não sabiam como a tecnologia do Google estava sendo utilizada nesses e em outros contratos. A petição pede uma sessão de perguntas e respostas com a direção sobre os contratos da empresa com autoridades de imigração e esclarecimentos sobre se a companhia permitirá que a inteligência artificial seja usada pelo governo. — Parece que eles estão correndo atrás do dinheiro. Isso cria um dilema moral e ético — disse. Initial plugin text
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