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China revoga condenação à morte de canadense preso há 12 anos por tráfico de drogas

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 7, 2026
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A China revogou a condenação à morte de um cidadão canadense acusado de tráfico de drogas, informou nesta sexta-feira (6) uma fonte governamental do Canadá à AFP, em um possível sinal de distensão diplomática entre os dois países. Devolução de pandas de zoo de Washington à China: nem animais escapam de tensão entre países; veja vídeo Balão espião, TikTok e origens da Covid: Veja em seis pontos quais crises deterioram a relação de EUA e China O Canadá "está ciente de uma decisão emitida pelo Supremo Tribunal Popular da República Popular da China no caso do senhor Robert Schellenberg", declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Thida Ith, em um comunicado enviado à AFP. A condenação à morte de Robert Lloyd Schellenberg por suposto tráfico de drogas foi imposta em 2019, durante um período de fortes tensões diplomáticas após a prisão, em Vancouver, da diretora financeira da empresa Huawei, Meng Wanzhou, em cumprimento a um mandado dos Estados Unidos. A prisão de Wanzhou enfureceu Pequim, que deteve dois canadenses — Michael Spavor e Michael Kovrig — sob acusações de espionagem. Ottawa condenou essas prisões como represália. Schellenberg foi detido por acusações de narcotráfico em 2014. Posteriormente, as autoridades chinesas o condenaram à morte, considerando branda sua pena inicial de 15 anos de prisão. Após a revogação da condenação, Ith afirmou que o ministério "continuará prestando serviços consulares ao senhor Schellenberg e à sua família". O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, visitou a China em janeiro como parte de seu esforço global para ampliar os mercados de exportação do Canadá e reduzir a dependência comercial dos Estados Unidos em meio às tensões com o presidente Donald Trump. O governo canadense não comentou se a diplomacia durante a visita de Carney influenciou a decisão do tribunal chinês no caso de Schellenberg. Wanzhou, Spavor e Kovrig foram libertados em 2021.

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