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  "publishedAt": "2026-02-06T23:00:14.000Z",
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    "O Globo"
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  "textContent": "\nO BRB entregou ao Banco Central (BC) nesta sexta-feira um plano de ações para reforçar, em pelo menos R$ 5 bilhões, a composição e a robustez de seu próprio balanço. As medidas devem ser executadas em um prazo de até 180 dias, caso se confirme a necessidade de aporte financeiro na instituição controlada pelo governo do Distrito Federal. A cifra foi estimada pelo BC para cobrir eventual prejuízo decorrente das operações de compra de carteira de crédito do Banco Master. O documento foi entregue pessoalmente pelo novo presidente do banco estatal, Nelson de Souza, ao diretor de Regulação do Sistema Financeiro, Gilneu Francisco Astolfo Vivan. O secretário de Fazenda do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou da reunião. \"O documento entregue pelo BRB ao órgão regulador apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro. O BRB destaca que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento\", informou o banco em nota. O BRB descartou ao Banco Central, neste momento, um aporte direto do governo do Distrito Federal. Além disso, destacou que a alternativa mais imediata é o que chama de \"solução de mercado\", ou seja, a venda de carteiras de crédito do Master. O plano inclui também uma linha de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); empréstimo concedido por um consórcio de bancos; e criação de um fundo imobiliário com ativos do governo local como garantia. As medidas a serem tomadas terão que ser discutidas com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Até agora, o mais provável é obter uma linha de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos, em condições mais acessíveis, segundo interloutores do BRB. O plano atende determinação do BC, após alerta sobre indícios de fraude em um volume de R$ 12,2 bilhões em carteiras adquiridas do Master. Do total, R$ 10 bllhões foram substituídos, mas ainda não se sabe a qualidade desses ativos. O Master foi liquidado em novembro pelo BC. O valor final a ser coberto dependerá da venda de ativos do Master. A estratégia da nova diretoria do BRB é vender toda a carteira adquirida do Master no volume total de R$ 21,9 bilhões e assim, reduzir a necessidade de aporte para reforçar o capital do banco do Distrito Federal. Os R$ 12,2 bihões estão incluídos na cifra. A direção do banco tem até 31 de março para apresentar o balanço de 2025. Até lá, será preciso definir o valor exato a ser provisionado (reservado). Como mostrou O GLOBO, o resultado da necessidade de provisionamento do BRB dependerá das operações de vendas a serem executadas pelo banco estatal e uma empresa contratada, cujo rendimento estará atrelado a uma “taxa de sucesso”. Esse processo de venda de ativos começou no fim do mês passado. A compra de carteiras do Master pelo BRB começou no segundo semestre de 2024 e culminou com o plano do ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa em comprar o Master. O negócio foi anunciado em março do ano passado e vetado pelo BC em setembro.",
  "title": "BRB entrega ao Banco Central plano para recompor R$ 5 bilhões após transações com o Master"
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