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  "textContent": "\nO presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou na quinta-feira a criação do Escritório de Resposta Oficial da República Argentina, um perfil na rede social X com o objetivo de \"desmentir os meios de comunicação\" contra sua gestão. A medida soma mais um capítulo ao histórico de confronto que Milei tem com boa parte da imprensa, e que manifesta através de insultos, denúncias judiciais e, inclusive, um lema: \"Não odiamos os jornalistas o suficiente\", resumido na sigla NOLSALP. NYT: Argentina está em negociações avançadas para se tornar destino de deportações dos EUA À la Trump: Governo Milei anuncia dura reforma migratória, com expulsões e novas exigências para obtenção de cidadania \"Para desmascarar mentiras e operações da mídia. Fim\", escreveu Milei, na quinta-feira, em sua conta no X, na qual compartilhou a primeira publicação do escritório. Em sua primeira postagem, a conta explica que \"foi criada para desmentir ativamente a mentira, sinalizar falsidades concretas e deixar em evidência as operações da mídia e da casta política\". \"Vamos combater a desinformação dando mais informação, tudo o contrário do que os setores políticos vinculados à esquerda fazem quando governam, em que buscam censurar os opositores tanto na mídia tradicional quanto nas redes sociais\". O comunicado não deu detalhes de como vai funcionar, nem quem vai administrar a conta, ou se implicará a criação de uma nova subestrutura dentro do governo. Sobre sua missão, o escritório assegurou que não busca \"impor um olhar\", mas \"que os cidadãos possam distinguir fatos de operações e dados de relatos\". Apesar dessas alegações, o novo escritório esclareceu que \"o direito à liberdade de expressão é sagrado\". Initial plugin text 'Mecanismos de vigilância' A Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa, na sigla em espanhol) expressou, em um comunicado nesta quinta, sua \"preocupação\" com a nova conta oficial no X. \"O Estado, em todo o caso, é mais uma fonte de informação, não o árbitro da verdade pública\", disse a Adepa, que advertiu sobre o risco de que ferramentas como estas se transformem em \"mecanismos de vigilância\". O primeiro caso de acusação sobre coberturas identificadas como \"falsas\" foi de um artigo publicado no portal do jornal argentino Clarín sobre um programa social do Ministério de Capital Humano. Um relatório da ONG Human Rights Watch publicado na quarta-feira alertou para a \"retórica hostil\" de Milei e seus funcionários para \"estigmatizar os jornalistas\". Desde que chegou à Presidência, em dezembro de 2023, o discurso de Milei tem entre seus alvos preferidos os meios de comunicação e os \"jornalistas lixo\", que em sua opinião são \"90%\" dos trabalhadores da imprensa. Entre suas primeiras decisões presidenciais, Milei suspendeu a publicação de ações do governo em veículos de comunicação e fechou a agência pública de notícias Télam. Nos últimos dois anos, ele denunciou vários jornalistas por \"calúnias e injúrias\" e apontou pelo nome outras dezenas de comunicadores. Com um objetivo similar ao do Escritório de Resposta Oficial, o governo dos Estados Unidos, chefiado por Donald Trump, de quem Milei é admirador e aliado fiel, lançou, em dezembro passado, o portal Media Bias para \"expor fake news\". Com AFP e La Nación.",
  "title": "Aos moldes de Trump, Milei cria 'escritório' para 'desmentir' meios de comunicação argentinos"
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