Brasil fica em 7º entre os destinos mais caros para turistas na América Latina; veja ranking
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February 6, 2026
O Brasil ocupa a sétima posição entre os países da América Latina e do Caribe onde os turistas mais gastam durante a viagem. O dado faz parte de um estudo da operadora internacional Go2Africa, que analisou o impacto econômico do turismo a partir do gasto médio por visitante, um indicador que vai além do número de chegadas e revela o perfil de consumo dos viajantes. Veja top 10: Paris lidera ranking global de furtos contra turistas, aponta estudo com avaliações do Google De acordo com o levantamento, o gasto médio no Brasil é de US$ 1.083 por turista. O valor reflete um modelo turístico marcado pela diversidade de experiências, que vai de viagens de luxo a opções mais acessíveis, diluindo a média geral. Ainda assim, o país aparece à frente de destinos tradicionais da região, como República Dominicana, Jamaica e México. Perfil do turista define o impacto econômico Os analistas da Go2Africa calcularam o ranking a partir da divisão da receita total do turismo pelo número de chegadas internacionais e pelas receitas do turismo receptivo. O objetivo foi identificar os destinos onde os visitantes estão mais dispostos a investir em hospedagem, serviços personalizados e experiências diferenciadas, seja pelo custo mais elevado da oferta, seja pela proposta voltada a um público de maior poder aquisitivo. No topo do ranking latino-americano está o Panamá, com gasto médio de US$ 2.162 por turista. O país lidera com folga graças a uma estratégia focada em conectividade aérea, cruzeiros, infraestrutura de alto padrão e ecoturismo premium, além de uma forte presença de visitantes norte-americanos e europeus. A Costa Rica aparece logo atrás, com US$ 2.067, consolidando um modelo semelhante, baseado em sustentabilidade, exclusividade e estadias mais longas. O estudo também contextualiza o desempenho de países muito visitados, mas com gasto médio inferior. O México, por exemplo, registra US$ 672 por turista, apesar de estar entre os destinos mais procurados do mundo. Segundo os autores, o dado não indica menor atratividade, mas sim uma estrutura altamente diversificada, que combina resorts de luxo, turismo cultural, natureza, aventura e viagens econômicas, reduzindo a média final. Na América do Sul, onde o gasto médio continental é de US$ 882, destinos como Argentina e Chile atraem viajantes interessados em natureza, montanhas, enoturismo e grandes paisagens, favorecendo estadias prolongadas, porém com despesas diárias mais controladas. A Colômbia, com US$ 1.299 por visitante, ocupa posição intermediária, impulsionada pelo crescimento do turismo cultural e ecológico em cidades como Cartagena, Medellín e Bogotá. O ranking reforça a leitura de que o turismo de maior impacto econômico não está necessariamente ligado a grandes fluxos, mas à capacidade de atrair viajantes dispostos a gastar mais. Em um cenário global, destinos premium e altamente especializados tendem a gerar mais receita por visitante, mesmo com menor volume de turistas. Gasto médio por turista na América Latina e no Caribe: Panamá — US$ 2.162 Costa Rica — US$ 2.067 Peru — US$ 1.443 Belize — US$ 1.440 Equador — US$ 1.417 Colômbia — US$ 1.299 Brasil — US$ 1.083 República Dominicana — US$ 1.001 Jamaica — US$ 1.000 El Salvador — US$ 897 Bolívia — US$ 748 México — US$ 672 Guatemala — US$ 667 Chile — US$ 611 Uruguai — US$ 530 Argentina — US$ 457 Nicarágua — US$ 426 Cuba — US$ 351 Paraguai — US$ 348 Honduras — US$ 329
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