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"publishedAt": "2026-02-05T11:35:01.000Z",
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"O Globo"
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"textContent": "\nO vice-chanceler de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que o país caribenho está pronto para dialogar com os EUA, mas que não irá discutir com Washington qualquer mudança no regime do país — em uma aparente delimitação da \"linha vermelha\" para Havana, em meio às pressões americanas. A declaração do diplomata cubano foi feita em entrevista à rede americana CNN, na qual reiterou acenos ao processo diplomático, que disse não ter sido iniciado, apesar de algumas \"trocas de mensagem\". Contexto: Trump diz que México 'deixará' de enviar petróleo a Cuba, que nega 'mesa de diálogo' com os EUA Após ameaças de Trump: Papa expressa 'grande preocupação' com 'aumento das tensões' entre Cuba e EUA — Não estamos prontos para discutir nosso sistema constitucional, assim como supomos que os EUA não estejam prontos para discutir o seu, seu sistema político e sua realidade econômica — declarou o vice-chanceler durante a entrevista. Initial plugin text O governo americano vem fechando o cerco ao regime comunista de Havana desde o começo do ano. Após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump cortou o fornecimento de petróleo da ilha, proveniente do país sul-americano, e prometeu impor sobretaxas econômicas a quem furasse o bloqueio, afirmando que Havana, localizada a poucos Km da Flórida, é uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Cuba, cuja rede de energia elétrica sofre cortes de fornecimento frequentes devido à infraestrutura antiga ou à escassez de combustível, é extremamente dependente do abastecimento externo para manter suas termelétricas ativas. Um corte de energia atingiu a cidade turística de Santiago, segunda maior do país. A pressão sobre o sistema elétrico é ainda mais relevante em meio a um inverno rigoroso, que fez Havana registrar uma temperatura negativa recorde de 0ºC. Moradores utilizam geradores durante apagão em Santiago de Cuba AFP O bloqueio de combustíveis a Cuba é motivo de preocupação internacional. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou que o país corre o risco de sofrer um \"colapso humanitário\" se não importar petróleo para suprir suas necessidades. Em meio às pressões, o governo de Havana tenta negociar. Ainda na segunda-feira, Cossío disse em entrevista à agência francesa AFP que há \"comunicação\" com Washington e os países já \"trocaram mensagens\". Ele negou, porém, que haja um \"um diálogo\" estabelecido, contrariando afirmações de Trump no domingo e na segunda. — Não existe um diálogo especificamente neste momento, mas sim houve troca de mensagens — disse o vice-chanceler na segunda. — Sim, é verdade que houve comunicação entre os dois governos. Ainda de acordo com o diplomata, a ilha comunista busca um \"diálogo que seja sério, responsável, baseado no direito internacional, no respeito à igualdade soberana de nossos Estados e que conduza a uma relação respeitosa entre os dois países\". (Com AFP)",
"title": "Cuba reitera aceno ao diálogo com os EUA, mas descarta discutir mudança de regime"
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