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Caso Master: BRB anuncia que fundador da Reag detém 4,5% do banco

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 5, 2026
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O Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal, identificou que João Carlos Mansur, fundador da gestora de recursos Reag, detém ações da instituição financeira. A informação foi incluída no documento "Formulário de Referência" em 3 de fevereiro e está em poder da à Polícia Federal (PF), que investiga gestão temerária por parte da diretoria do BRB na compra de carteira do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O documento do BRB aponta que Mansur assumiu uma fatia de 4,553% do banco do Distrito Federal (0,568% das ações ordinárias, com direito a voto, e 12,237% das preferenciais). A informação foi publicada pelo jornal Valor Econômico. Procurado, Mansur informou por meio de sua assessoria que não irá comentar. O dado faz parte já faz parte de achados de uma auditoria conduzida pelo escritório Machado Meyer com apoio da Kroll. Tanto o Master, quanto a Reag foram liquidados pelo Banco Central. As transações envolvendo os dois bancos são alvos de investigações da PF. No mês passado, o Will Bank, controlado pelo conglomerado do Master, ficou inadimplente. Como consequência, a bandeira de cartões Mastercard executou garantias, o que a deixou com uma fatia de 6,920% (3,662% das ações ordinárias e 13,200%, das preferenciais) no BRB. A base de acionistas do banco ainda tem o fundo Borneo, com uma fatia de 3,164% (0,711% das ações ordinárias e 7,895%, de preferenciais), segundo o Formulário de Referência. Como mostrou O GLOBO, a suspeita em investigação é que alguns dos mesmos fundos de investimento que aportaram recursos no Banco Master também teriam capitalizado o BRB para dar maior capacidade de o banco estatal operar com a instituição de Daniel Vorcaro. A vantagem da capitalização em um banco é que ela pode alavancar (multiplicar) a capacidade de crédito da instituição. Além disso, poderia conferir maior capacidade para o BRB comprar o Master, o que veio a ser negociado posteriormente, mas vetado pelo Banco Central. Chamou atenção da auditoria o fato de que a operação de capitalização, que inicialmente seria via oferta de ações (“follow-on”), acabou ocorrendo feita via subscrição privada. No primeiro modelo, podem participar todos os tipos de investidores, enquanto no segundo só pode comprar ações quem já está na base de acionistas da empresa. A PF vai investigar se gestores do BRB, inclusive o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, agiram para facilitar a entrada desses fundos na base acionária da instituição financeira A defesa de Paulo Henrique preferiu não se manifestar. A PF quer saber se esses fundos se tornaram acionistas antes do aumento de capital para poder participar da subscrição privada e se a antiga direção do BRB sabia quem eram os beneficiários finais desses fundos.

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