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"description": "Reflexões sobre o GAAD desse ano",
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"textContent": "No dia 21 de maio, comemoramos o Dia internacional de conscientização sobre a acessibilidade digital.\n\nEssa data é muito importante, pois, traz visibilidade a um tema extremamente urgente. Muitos profissionais disponibilizam conteúdos, palestras e até eventos são realizados.\n\nMas entra ano e sai ano e percebo que nada melhora. Será que somente eu percebo isso? Tenho a impressão que não.\n\nSe globalmente o problema é grave, no Brasil é bem pior.\n\nAcessibilidade no Brasil\n\nEstudo acessibilidade desde 2015, quando criei o Awesome A11y foi meu ponto de partida. E de lá pra cá muito se falou.\n\nO problema da acessibilidade brasileira é simples, mas complexo ao mesmo tempo:\n\n> Muito discurso e pouca ação\n\nJá comentei sobre isso no artigo Ouro de Tolo: A Ascensão dos \"Especialistas\" em Acessibilidade.\n\nUm dos problemas reais do Brasil\n\nNo Brasil temos muitos problemas sobre acessibilidade, vou pontuar dois:\n\n- Falta de fiscalização;\n- Denúncias que não são apuradas.\n\nO próprio governo federal não tem eficácia em apurar e seguir adiante com as denúncias.\n\nÉ preciso ter uma equipe capacitada para avaliar e medir a acessibilidade de modo assertivo.\n\nTemos alguns meios de denúncia como: Reclame aqui, Procon, Ministério Público, mas infelizmente surtem pouco efeito. Como bem sabemos a justiça brasileira funciona quando existe lobby político ou dinheiro.\n\nE isso que me revolta!\nTemos leis, boas práticas, diretrizes nacionais, mas nada é feito.\n\nO avanço é a passos de tartaruga e tá tudo bem.\n\nInteligência Artificial como catalisador de bugs\n\nDesde o boom das _LLM's_, surgiu uma espécie de programador: o vibecoder.\n\nEle terceiriza algumas decisões para IA e ela realiza, até então, isso não é problema.\nSe torna quando o código é todo confiado a IA sem revisão humana.\n\nBugs em todos os lugares\n\nEu mesmo fiz alguns experimentos com o Lovable, Bolt, Sticth e alguns outros geradores de códigos.\nPosso dizer que a entrega deles é razoável, mas peca muito em entregar um código bem estruturado.\n\nFato curioso\n\nA pesquisa Web OneMillion, traz uma constatação interessante:\n\n> Um número significativo de elementos na página (como elementos <div> e <span>, por exemplo) pode resultar em uma densidade de erros menor (sugerindo melhor acessibilidade), quando, na verdade, muitos novos erros de acessibilidade também podem ter sido introduzidos.\n\nIsso não quer dizer que esteja incorreta em todos os casos, mas a incidência de problemas aumentou cerca de 28% em relação ao ano anterior.\n\nCom essa pressão do mercado por soluções rápidas feitas com IA, prejudica a navegação de todos pela Internet.\n\nPor fim, a pesquisa traz uma conclusão interessante:\n\n> Essas tendências provavelmente refletem mudanças mais amplas no desenvolvimento web, incluindo uma maior dependência de frameworks e bibliotecas de terceiros e práticas de codificação automatizadas ou assistidas por IA.\n>\n> As páginas iniciais estão ficando maiores e mais complexas tecnologicamente em um ritmo alarmante, tornando a acessibilidade mais difícil de alcançar e manter.\n>\n> Uma conclusão fundamental do relatório deste ano é que melhorar a acessibilidade em larga escala exigirá tanto melhores práticas quanto sistemas mais simples\n> Alternativamente, sistemas complexos precisam se concentrar melhor nos fundamentos da acessibilidade.\n\nSerá que existe solução?\n\nTenho me perguntado sinceramente se existe solução para isso no Brasil. Acreditar que o bondoso governo vai atuar é pura ingenuidade.\n\nTalvez, a saída seja expor as empresas e fazer os direitos prevalecerem.\nUsar o poder das redes para algo útil e talvez assim, a população entenda que acessibilidade é.\n\nAcessibilidade não é empatia, ela faz parte do trabalho.\n\nO que nos resta?\nAprender com nossos erros e tentar fazer uma web menos inacessível.\n\nSDG,\nPulis.",
"title": "GAAD 2026: mais ação menos discurso"
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