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Esposa descarta erro humano e diz que aeronave passou por manutenção 1 dia antes

Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] July 3, 2026
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"Ele tem quase mil horas de voo. Então erro humano não foi, eu tenho certeza disso." Foi com a voz baixa, ainda abalada pela tragédia, mas com firmeza ao falar da trajetória do marido, que a empresária Anelize Andrade conversou com a reportagem do Campo Grande News nesta sexta-feira (3). Viúva do piloto Henrique Martin de Carvalho, ela afirma que ainda não sabe o que causou a queda da aeronave que matou o companheiro, mas acredita que a experiência dele afasta a hipótese de falha humana. Casados há 17 anos, eles construíram juntos o sonho da aviação. Segundo Anelize, a família começou a investir na formação aeronáutica de Henrique há cerca de seis anos. Depois dos cursos e treinamentos, ele passou a voar regularmente há aproximadamente três anos e acumulou quase mil horas de experiência. Mais do que um objetivo pessoal, a carreira de piloto era um projeto compartilhado pelo casal. "Já tem uns três anos que ele está voando e a gente está investindo na aviação para ele começar a voar", contou. Ao recordar a dedicação do marido à profissão, Anelize destacou que ele encarava a atividade com seriedade e estudo constante. "Ele é muito inteligente, sempre estudou muito", afirmou. A esposa conta que a manhã do acidente começou como qualquer outra. Henrique saiu cedo para cumprir um voo programado e nada parecia diferente da rotina que a família já conhecia. "Para nós era um dia normal. Ele saiu para voar e eu achei que iria voltar. Só que infelizmente aconteceu essa catástrofe", lamentou. A notícia da queda chegou de forma inesperada. Anelize estava em casa quando recebeu uma ligação da irmã, que havia visto as primeiras informações sobre o acidente nas redes sociais. "Foi um choque", resumiu. Mesmo diante da dor, ela diz que a família agora busca respostas para entender o que aconteceu. Durante a entrevista, Anelize mencionou informações de que a aeronave teria passado por manutenção e testes no dia anterior ao acidente. "O pessoal falou que passou até por manutenção ontem. Ele foi lá fazer testes, voar", disse. Questionada sobre a neblina registrada em Campo Grande durante a manhã, ela evitou apontar qualquer causa para a queda. Segundo Anelize, ainda é cedo para conclusões e somente a investigação poderá esclarecer as circunstâncias do acidente. Ao falar sobre as condições de voo enfrentadas pelo marido ao longo da carreira, porém, ela ressaltou a experiência acumulada por Henrique. "Ele tinha quase mil horas de voo. Ele voava à noite, voava de madrugada", afirmou. Para a empresária, a principal certeza neste momento é que o marido estava preparado para exercer a função que tanto desejava. "A gente precisa entender o que aconteceu. Um piloto que tem quase mil horas de voo, não é normal acontecer uma coisa dessas", disse. Família vivia a paixão pela aviação -  A aviação fazia parte da rotina da família. Sempre que possível, Anelize e a filha de 6 anos acompanhavam Henrique em aeroportos, hangares e voos. Nas redes sociais, as imagens mostram a esposa e a menina compartilhando momentos ao lado do piloto, que transformou em profissão um sonho alimentado durante anos. "Toda vez que ele ia voar e a gente tinha oportunidade, a gente ia junto", relembrou. Ao ser questionada sobre como Henrique era como pai, Anelize confirmou que ele mantinha uma relação muito próxima com a filha. "Sim, exatamente. O melhor de todos", respondeu ao ser perguntada se ele era um pai presente, carinhoso e participativo. Agora, a família tenta lidar com a perda enquanto aguarda os resultados das investigações e os próximos passos para a despedida. "Estamos num momento de luto e vamos viver esse luto", afirmou. O acidente -  Henrique Martin de Carvalho pilotava a aeronave de pequeno porte que caiu na manhã desta sexta-feira (3), nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Também morreu no acidente a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, conhecida por pesquisas sobre a fauna do Pantanal. No momento da queda, a Capital registrava neblina em diferentes regiões. As causas do acidente ainda serão investigadas pelos órgãos responsáveis pela segurança aeronáutica. Até o momento, não há conclusão oficial sobre o que provocou a queda da aeronave.

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