{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreidxms2aqwooafgyh3f4ihorag7yhvkdzxeqnnwea553goj47k47xa",
    "uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mplvpfkkjbv2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreibwjls2q3z5plglv5xluer2eetfavlu5fa6ix2ahk6txj4kozh354"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 45253
  },
  "path": "/cidades/capital/mulher-ganha-indenizacao-apos-ter-rosto-deformado-por-fios-de-rejuvenescimento",
  "publishedAt": "2026-07-01T14:41:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Cliente que ficou com rosto deformado após procedimento para rejuvenescer deverá ser indenizada. A decisão é da 9ª Vara Cível da Capital, que condenou clínica de Campo Grande e empresa responsável pela franquia a devolver os R$ 2.240  pagos pelo tratamento e a indenizar a consumidora pelos prejuízos sofridos: R$ 10 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos estético, além de R$ 350 de gasto médico.  De acordo com o processo, a mulher procurou a clínica após ver anúncios que prometiam uma aparência mais jovem por até dois anos usando fios de PDO, utilizados para promover sustentação da pele sem cirurgia. O procedimento foi realizado em junho de 2021, com a implantação de 12 fios no rosto.  Segundo a cliente, poucos dias depois da aplicação ela percebeu que o resultado estava muito diferente do esperado. Ao retirar as fitas usadas no pós-procedimento, notou deformidade, hematomas, repuxamentos e caroços sob a pele.  Ela afirmou que voltou à clínica diversas vezes na tentativa de corrigir os problemas, mas as intervenções não resolveram a situação. Diante da persistência das alterações, buscou atendimento com outros profissionais e decidiu recorrer à Justiça.  Durante o processo, uma perícia médica confirmou que as sequelas estavam relacionadas ao procedimento estético. O laudo apontou que a paciente apresentava assimetria no rosto, nódulos e repuxamentos provocados pela aplicação dos fios de PDO, concluindo que o resultado obtido foi diferente do esperado para esse tipo de tratamento.  Na sentença, o juiz Marcel Henry Batista de Arruda destacou que as conclusões da perícia foram reforçadas por fotografias anexadas ao processo, por um laudo dermatológico e até por mensagens de áudio da profissional que realizou o procedimento. Nos áudios, ela reconhece a necessidade de uma nova intervenção para tentar corrigir o problema, mencionando a retirada de parte dos fios implantados.  O magistrado também observou que, em procedimentos realizados exclusivamente para fins estéticos, o consumidor contrata justamente o resultado prometido. Como a publicidade da clínica garantia rejuvenescimento facial, essa expectativa passou a fazer parte do serviço oferecido.  Além da clínica, a empresa franqueadora também foi responsabilizada pelos danos sofridos pela cliente. Segundo a decisão, ambas respondem pelos prejuízos causados ao consumidor, já que atuam em conjunto na oferta dos serviços e no uso da marca.",
  "title": "Mulher ganha indenização após ter rosto deformado por fios de rejuvenescimento"
}