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  "publishedAt": "2026-06-30T15:28:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Campo Grande tem diversos pontos onde atravessar a rua se tornou um desafio para os pedestres. Em bairros mais afastados da região central, a combinação de sinalização insuficiente, desrespeito às regras de trânsito e falta de fiscalização expõe moradores a situações de risco diariamente.  Apesar de o Centro contar com sinalização mais completa e, em alguns trechos, fiscalização constante, a situação é diferente em boa parte dos bairros. Em muitos cruzamentos faltam faixas de pedestres e, mesmo onde elas existem, é comum motoristas desrespeitarem a preferência de quem atravessa.   Mas o problema não se limita às regiões mais afastadas. Na Avenida Afonso Pena, por exemplo, uma das vias mais movimentadas da Capital, pedestres também enfrentam dificuldades para cruzar a pista, principalmente nos horários de pico e em trechos sem semáforo.    Em frente ao Shopping Campo Grande, por exemplo, há faixa de pedestres e lombadas eletrônicas que limitam a velocidade a 50 km/h nos dois sentidos da via. Ainda assim, pedestres afirmam que muitos condutores não param para permitir a passagem.  A empregada doméstica Ana Geise Arruda, de 59 anos, desce todos os dias no ponto de ônibus em frente ao Shopping Campo Grande para seguir até o Condomínio Jatobá, onde trabalha há quatro anos. Apesar de a faixa de pedestres ficar no caminho, ela diz que evita utilizá-la por medo de ser atropelada e prefere caminhar até o semáforo.   Nesta manhã, aceitou passar pela faixa a pedido da reportagem para demonstrar o problema. \"Nunca atravesso nessa faixa de pedestre, porque os motoristas não respeitam, não param\", relatou. Depois de esperar por alguns minutos e sinalizar a intenção de passagem com o braço, conseguiu cruzar a avenida.     Situação semelhante é vivida pela diarista Juscilene Gill, de 51 anos, que cruza a Eduardo Elias Zahran com a Rua Domingos Marques, no Jardim Alegre, região da Vila Boas, entre terça e sexta-feira. Segundo ela, atravessar na faixa nem sempre é garantia de segurança.  \"Às vezes um motorista para e o outro não. Eu prefiro olhar para o condutor e fazer sinal antes de atravessar, para ter certeza de que ele está me vendo. Não é só motociclista que não respeita, tem motorista também. Agora mesmo o caminhoneiro estava olhando para o celular enquanto dirigia. Nos horários de pico é pior. Tem gente com tanta pressa que parece que o pedestre não importa.\" Ela conta que já levou susto ao iniciar a travessia quando motocicleta passou direto, quase provocando um atropelamento.     Outro ponto crítico fica no cruzamento da Rua da Divisão com a Rua Rachel de Queiroz. Além da ausência de faixa de pedestres, motoristas fazem conversões irregulares à esquerda nos dois sentidos da via, apesar da proibição. Sem fiscalização constante, moradores afirmam que a infração se tornou rotina.  Morador da região há cerca de dez anos, Nilson do Amaral Romin, de 50 anos, enfrenta o problema diariamente. \"Faço esse trajeto todos os dias. É muito difícil. Aqui não tem faixa, não tem nada. A rua é muito mal sinalizada. Nos horários de pico fica ainda mais complicado, principalmente quando o movimento aumenta.\"    Outro trecho apontado por moradores é o cruzamento das avenidas Costa e Silva e Eduardo Elias Zahran, na Vila Olinda, onde há conversão livre à direita. Taxista há 35 anos, Hermando José Horácio, de 63 anos, afirma que muitos condutores deixam de respeitar os pedestres. \"Eu respeito. Quando vejo um pedestre querendo atravessar, eu paro e seguro o trânsito. Tem gente que até agradece\". Para alertar os demais motoristas, ele conta que costuma ligar o pisca-alerta enquanto aguarda a travessia.   De acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o pedestre tem prioridade na faixa. Na ausência de semáforo, basta sinalizar a intenção de atravessar para que os veículos reduzam a velocidade e parem, permitindo a passagem.    A reportagem entrou em contato com a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) para saber se o órgão tem conhecimento das situações relatadas, se há levantamentos técnicos sobre os locais e se existe previsão de intervenções para aumentar a segurança dos pedestres, como implantação de novas faixas, reforço da sinalização e intensificação da fiscalização. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats.  Clique aqui para acessar o  canal do   Campo Grande News   e siga nossas   redes sociais  .",
  "title": "Pedestre não tem vez em Campo Grande e nos bairros a situação é ainda pior"
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