{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreih7pm2uc3yl25yfndbchdspzvnf3kzblccm5ucorhgczfocgmoagm",
    "uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mpchwoe6il62"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreigssmfegq4scpjthke7o4d35odttl2ektlu4e5er5kstwfkliv3j4"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 1486212
  },
  "path": "/esportes/depois-da-bike-gilvan-prepara-as-muletas-para-correr-na-1a-prova",
  "publishedAt": "2026-06-27T19:01:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "O auxiliar administrativo Gilvan Pereira da Silva, 43, tem chamado atenção nos treinos de rua que o preparam para a Maratona de Campo Grande, competição da qual vai participar no próximo sábado (4). Como ele corre com apenas uma perna e auxílio de muletas, virou destaque nos calçadões por onde passa.   \"As pessoas ficam admiradas\", conta o corredor. Mas não é para surpreender os outros que ele começou a praticar o esporte, e sim para cumprir um desafio pessoal.   Gilvan já era atleta de ciclismo e acumulava em casa as medalhas das várias competições de que participou na categoria PcD (pessoa com deficiência). Inclusive, as conquistas com a bike já viraram notícia no  Campo Grande News .    Neste ano, ele começou a pensar em aprender a fazer algo que teria um nível de dificuldade a mais. \"Eu já estava adaptado no ciclismo, mas a corrida me exige muito mais resistência e força. A perna doía no começo e eu pensava em desistir. Só que eu combinei comigo que não iria\", relata.  A tristeza que bateu meses após a amputação da perna do auxiliar administrativo em nada lembra a alegria de saber que vai competir, pela primeira vez, no novo esporte que escolheu. Ele está inscrito na prova de 5 km da Maratona de Campo Grande. Espera completar o percurso em menos de 32 minutos, que é o seu tempo médio.    Há quase 16 anos  - Um acidente de trânsito na Avenida Júlio de Castilhos, em 20 de agosto de 2010, levou à amputação do membro. Gilvan estava de folga e iria levar a motocicleta para trocar a transmissão, mas nem conseguiu chegar à oficina. \"Cheguei na Santa Casa de Campo Grande com a pressão em 6 por 5. Eu nasci de novo\", relembrou à reportagem.     Demorou até que ele aceitasse a nova condição. \"Eu pensava: meu Deus, o que eu vou fazer? Tive muito suporte da família, foi o que me salvou\", começa.   O esporte chegou quase 10 anos depois, para dar mais sentido à vida. \"Comecei com a bicicleta durante a pandemia por hobby, até resolver me inscrever numa competição e ver que, apesar das dificuldades, a gente consegue tudo\", afirma.    Perda de peso e incentivo  - Gilvan cita um benefício que a corrida acabou trazendo e ele não esperava. \"Perdi 5 kg. Estou tendo ajuda de uma nutricionista no trabalho para manter a alimentação balanceada\", fala.   Outra coisa que o deixa satisfeito é perceber que está incentivando outras pessoas a correr. A prima começou a acompanhá-lo em alguns treinos recentemente. Até quem já é corredor, como Leandro Oliveira, fica motivado ao ver o homem amputado correndo feliz da vida.  \"É, meus amigos, sexta-feira. Estamos aqui, mais um dia. Encontrei um cara aqui, que ele é espetacular. Geralmente ele passa lá para tomar um café com a gente. Independentemente da dificuldade, ele está fazendo acontecer também\", diz Leandro num vídeo gravado na Orla do Aeroporto para as redes sociais.  Veja o vídeo:",
  "title": "Depois da bike, Gilvan prepara as muletas para correr na 1ª prova"
}