{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreidizugkeqqdei4sxlnbjpckirbwreg6retukcyzw4d7lgqr6fapoi",
"uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mp3564daer32"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreigt43d2slxlwem5vbx2z4iqczwh73vf62u5rrlqemllsnjzmvfluy"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 95395
},
"path": "/cidades/capital/gol-chega-primeiro-pelos-gritos-para-quem-trabalha-durante-a-copa",
"publishedAt": "2026-06-24T23:38:00.000Z",
"site": "https://www.campograndenews.com.br",
"textContent": "O primeiro gol do Brasil nem sempre chega pela televisão. Em muitos bares e restaurantes de Campo Grande, os garçons descobrem o lance pelos gritos que vêm da rua e só depois olham para a tela. A cena se repetiu na noite desta quarta-feira (24), durante a partida entre Brasil e Escócia, quando profissionais do atendimento dividiram a atenção entre clientes, bandejas e a torcida pela Seleção. Na Confraria da Pizza, na região do Universitário, o garçom Victor Corrêa, de 19 anos, viveu a primeira Copa do Mundo atrás das mesas. Há cerca de seis meses na profissão, ele diz que ainda estranha passar os jogos trabalhando, mas tenta acompanhar a partida sempre que surge uma brecha. \"Quando sai gol na rua, a gente já escuta o pessoal gritando antes. Aqui a transmissão está um pouquinho atrasada, então a gente já sabe o que aconteceu. É engraçado\", conta. Entre um pedido e outro, Victor admite que gostaria de estar em casa ou reunido com amigos, mas concilia a rotina de trabalho com a faculdade durante o dia. \"Às vezes eu queria estar em casa ou na casa de um amigo comemorando, mas tem que trabalhar.\" Apesar da correria, ele diz que os clientes costumam entender a situação e até incentivam os garçons a assistir aos lances decisivos. \"Semana passada veio um pessoal bem gente boa que falava para a gente parar um pouquinho e acompanhar o jogo.\" No Chácara Cachoeira, o cenário era parecido na churrascaria Canto do Cupim. Enquanto o salão enchia para acompanhar a Seleção, o barman Valter Igor Vieira, de 43 anos, conciliava o atendimento com a expectativa pelo resultado. Há 22 anos na profissão, ele afirma que o maior desejo seria assistir à partida ao lado da família, especialmente do filho. \"Eu sou pai de menino e sei como é importante acompanhar os jogos dos filhos. Hoje, por exemplo, gostaria de estar com o meu filho assistindo à Copa do Mundo, mas também preciso trabalhar. Tudo o que faço aqui é em benefício da minha família.\" Para o garçom Nelson Quintana, de 51 anos, a Copa no trabalho já virou tradição. São 35 anos na profissão e, desde 2013 no restaurante, ele acompanhou as últimas edições do torneio servindo mesas. O único jogo que conseguiu assistir em casa aconteceu durante uma folga, quando o filho tinha apenas 6 anos. Hoje, o rapaz já completou 18. Mesmo assim, Nelson garante que prefere viver o clima do restaurante. \"Muita gente pergunta se eu prefiro trabalhar ou assistir aos jogos, mas eu gosto de estar aqui. Eu me divirto junto com os clientes, torço com eles e vivo toda a emoção das partidas. Prefiro estar no movimento do que parado em casa.\" A mesma opinião é compartilhada pelo garçom Júlio Borges, de 22 anos. Há cinco anos na profissão, ele acompanha a segunda Copa do Mundo trabalhando e diz que o ambiente faz toda a diferença. \"Prefiro estar trabalhando do que em casa assistindo aos jogos. Gosto mais de torcer junto com a galera, com os clientes e os amigos que estão aqui. O clima é diferente, a emoção é compartilhada.\" Quem também já transformou a Copa em parte da rotina é o subgerente Reabes Jesus, de 43 anos. Depois de 26 anos no ramo, ele perdeu a conta de quantas partidas da Seleção acompanhou durante o expediente. \"Aqui a gente assiste aos jogos junto com os clientes, bate palma, grita, comemora e vive toda a emoção da partida. Também tive a oportunidade de acompanhar títulos do Brasil trabalhando. É uma sensação muito especial viver isso ao lado dos clientes.\"",
"title": "Gol chega primeiro pelos gritos para quem trabalha durante a Copa"
}