{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreic6hswpbwf7d5odrrycxfs6vsit34vrlg6p7l3vjx75p7kf436j74",
    "uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mojjs5iiqr32"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreihfmndbfs2ch7dvtrsjgo5n24scupq4ihkeyo2e2vtgc5mdqfhszu"
    },
    "mimeType": "image/gif",
    "size": 2821998
  },
  "path": "/brasil/cidades/policia-usa-bombas-de-gas-e-balas-de-borracha-para-despejar-indigenas-em-amambai",
  "publishedAt": "2026-06-17T22:19:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Famílias guarani e kaiowá relataram que foram alvo de uma ação policial com uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e disparos de balas de borracha durante a tarde desta quarta-feira (17), na Fazenda Limoeiro, em Amambai, município da fronteira com o Paraguai.  As informações foram divulgadas em vídeo pelo Conselho Indigenista Missionário. A operação ocorreu após o retorno à área por indígenas na madrugada. Segundo o relato, equipes da Polícia Militar teriam avançado sobre o território entre 15h e 16h, provocando correria e deslocamento de famílias para áreas próximas, como a Aldeia Limão Verde.  Nas imagens é possível ouvir o som de vários disparos, a fumaça subindo com o lançamento de bombas de efeito moral e homens correndo para o lado oposto, gritando. Ainda segundo o Cimi, não há confirmação de feridos ou detidos até o momento, mas há preocupação com possíveis prisões durante a ação.  A entidade também afirma que agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas estiveram na área e que a Força Nacional de Segurança Pública atuava na tentativa de intermediar diálogo. Ainda segundo o relato, a Polícia Militar teria recusado a mediação e avançado na operação.  O grupo já havia entrado na Fazenda Limoeiro em abril e saído dias depois por interferência da Polícia Militar. O novo episódio repete a disputa pelo controle da área, reivindicada pelos indígenas como parte do território tradicional Tekoha Tapykora Korá, na Terra Indígena Iguatemipeguá II.  Produtores rurais da região afirmam que o grupo indígena teria provocado incêndios na vegetação e danos à sede da propriedade durante ação.   O  Campo Grande News  solicitou informações à PM e aguarda resposta.  É a segunda ação do tipo nesta semana em Mato Grosso do Sul. No sábado, um grupo terena entrou em outra fazenda, em Sidrolândia.   O presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, defendeu que propriedades rurais ocupadas não sejam incluídas em processos de negociação por um período de cinco a seis anos, como forma de evitar o que ele chama de incentivo a novas invasões. Segundo ele, quando há conflito, o ideal seria chamar as partes para diálogo, mas sem vincular a abertura de negociação à ocupação da área.  Bertoni afirmou que, na avaliação dele, o modelo atual cria um efeito inverso: a invasão gera conflito e, em seguida, abre espaço para negociações mediadas por órgãos públicos. Para ele, isso acaba estimulando a repetição desse tipo de ação em outras regiões.  O dirigente citou como exemplo o caso de Antônio João, onde produtores rurais foram indenizados após anos de disputa com indígenas. Ele disse que, após mudanças de posicionamento ao longo do tempo, passou a defender regras mais rígidas para evitar que conflitos em andamento sejam usados como base para acordos.  Por fim, Bertoni afirmou que episódios recentes em Mato Grosso do Sul, como a ocupação em Amambai e ações em outras áreas do estado, podem gerar um “efeito em cadeia” de novos conflitos. Ele disse ainda que a orientação da federação é para que produtores busquem medidas judiciais, como o interdito proibitório, embora reconheça que isso não elimina o risco de novas ocupações ou confrontos.",
  "title": "Polícia usa bombas de gás e balas de borracha para despejar indígenas em Amambai"
}