Chuva cancela caminhada pelo fim da violência contra a mulher na Capital
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial]
June 14, 2026
A caminhada "Todos por Elas", que ocorreria nesta manhã de domingo (14), teve que ser cancelada devido ao retorno da chuva na Capital. Só ontem (13), o acumulado foi de 32,2 mm. Hoje, o valor já é de 13 mm, segundo dados de uma das estações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). A primeira-dama Monica Riedel, a coordenadora da Casa da Mulher Brasileira Carla Stephanini e as desembargadoras Sandra Artioli e Jaceguara Dantas chegaram a discursar e alertar sobre o tema debaixo de um palco montado em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros do Parque dos Poderes, local onde os participantes se concentraram. Houve até um aquecimento, mas o tempo impediu a saída às ruas. No ano passado, o mesmo evento reuniu cerca de 1,2 mil. Mesmo começando com uma hora de atraso em relação ao previsto, a concentração deste ano tinha apenas 60 pessoas, aproximadamente. A organização afirmou que já esperava uma participação menor devido ao nevoeiro, temperaturas mais baixas e previsão de continuidade das chuvas. Reflexões - Monica reforçou que a violência contra a mulher "é uma coisa inadmissível", que não deveria existir. "Mas, como ela existe, precisamos encontrar maneiras de combatê-la, e a sensibilização que está sendo proposta aqui hoje é uma delas", falou. Carla lembrou do objetivo da caminhada. "Essa ação reúne todos os poderes constituídos demonstrando o engajamento e empenho para efetivamente eliminarmos a violência doméstica e familiar contra as mulheres, especialmente o feminicídio, que é uma morte evitável", disse. Jaceguara Dantas, conselheira do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e idealizadora da caminhada “Todos por Elas”, há três anos, destacou o papel do Poder Judiciário no enfrentamento desses crimes, destacou o papel do Poder Judiciário no enfrentamento desses crimes. "Em 2025, 1.568 mulheres morreram vítimas de feminicídio, ou seja, quatro mulheres morreram por dia pelo simples fato de serem mulheres e o Judiciário tem um papel muito importante na responsabilização desses autores de feminicídios, agressores. Sobretudo, um papel muito importante de acelerar a tramitação das medidas protetivas de urgência, porque essas medidas salvam vidas", ela concluiu. Já a desembargadora Sandra afirmou que a caminhada reflete a união de forças contra a violência, que vai além dos números. "Hoje, mesmo com esse tempo tão difícil, tão ruim, as pessoas vieram por ser importante dar essa visibilidade e fazer com que a sociedade reflita. Nós temos números muito altos no Brasil e em Mato Grosso Sul também. por trás desses trágicos números, há uma dor dilacerante de uma família, de amigos e de todos nós da sociedade", finalizou.
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