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"publishedAt": "2026-06-14T13:03:00.000Z",
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"textContent": "A execução de Claudemar Ferreira Alves, 36 anos alvejado a tiros na tarde de sábado (13) no cruzamento das ruas Conde do Pinhal e Durena, no bairro Alves Pereira, foi recebida por moradores antigos da região como o desfecho de uma tragédia anunciada. Segundo os vizinhos, o homem já havia sobrevivido a investidas violentas devido ao seu histórico criminal. Ao Campo Grande News , o aposentado João Airton de Aragão, de 71 anos, que reside no bairro há três décadas, disse que conhecia a vítima e revelou que o homicídio não foi a primeira tentativa de tirar a vida do homem. \"Infelizmente, ele já andava no caminho errado. Se eu não me engano, essa já era a segunda vez que ele recebia essas ‘trancadas’. Infelizmente chegou o momento dele. Conselho ele tinha, da mãe, das pessoas próximas, mas infelizmente aconteceu\", desabafou o pioneiro do bairro. João lamentou o comportamento de jovens que ignoram os avisos da família. \"Muitos não obedecem mais os pais, não escutam o que a mãe fala, e acaba acontecendo isso aí.\" A execução ocorreu durante a transmissão de uma partida de futebol da Copa do Mundo na praça Lucas de Andrade Cardoso, conhecida como Arena da Família, que estava lotada. O motorista José Ricardo Vicente Andrade, de 49 anos, estava no espaço e contou que o barulho dos tiros inicialmente foi confundido com a celebração do jogo. \"Na hora que aconteceu o crime, ficou tudo muito confuso. Muita gente chegou a pensar que os disparos eram fogos de artifício\", relembrou José Ricardo. O motorista também confirmou que o histórico da vítima era de conhecimento público na comunidade. \"Pelo que eu sabia, ele já tinha envolvimento com drogas e com o mundo do crime. Infelizmente, acabou acontecendo essa situação. E vieram para pegar ele mesmo.\" Apesar do crime, as testemunhas fizeram questão de ressaltar que o episódio é um caso isolado e não reflete a realidade atual do bairro. A comunidade atribui a melhora na segurança à revitalização do espaço de lazer, liderada por um morador conhecido como \"Tony Gol\". \"Se não fosse o Tony Gol aqui na região, isso aqui estaria largado\", pontuou Seu João. \"Ele não é político, mas para nós aqui é como se fosse um prefeito. Ajuda bastante a controlar a situação e a criminalidade.\" José Ricardo endossa a mudança positiva nos últimos anos. \"Essa arena ajudou bastante a comunidade. O pessoal tem um lugar para se reunir, jogar bola e passar o tempo. Claro que ainda acontecem alguns casos de violência, porque isso tem em todo lugar de Campo Grande, mas aqui mudou demais.\" Histórico - Em janeiro de 2017, Claudemar havia sido preso junto com outros dois rapazes pela equipe da Derf (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos). Na ocasião, os investigadores receberam uma denúncia anônima de que eles estariam comercializando drogas na região do Alves Pereira. A equipe então foi até uma casa na Rua Tucuruvi e encontrou o trio com um tablete de maconha, balança de precisão, diversos papéis de seda, dois rádios amadores de comunicação, diversos rolos de película aderente ou filme, um dichavador usado para esfarelar a droga, um simulacro de arma de fogo, uma colher e um prato na cor azul e também um celular da marca Samsung de cor dourada, que teria sido roubado. Assassinato - Claudemar Ferreira Alves foi executado por volta das 18h13 por dois indivíduos que transitavam em uma motocicleta. O passageiro efetuou os disparos contra a vítima e, em seguida, a dupla fugiu do local. O homem chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. A área foi isolada para os trabalhos da perícia, e a funerária foi acionada para a remoção do corpo ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).",
"title": "\"Tragédia anunciada\", relatam vizinhos sobre execução de homem em praça"
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