{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreia64idqogpismvwxn4d3pni4by3m2dpanw3vm447i4pxqjvb7a5fa",
    "uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mny4s3cdlkh2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiht7ioeaq36unssea2fgf4olieomqxh4cq4bldyr3gneqchdupsiq"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 176816
  },
  "path": "/cidades/capital/juri-condena-homem-que-atirou-na-ex-em-posto-a-22-anos-de-prisao",
  "publishedAt": "2026-06-10T23:32:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Marcos Antônio de Souza Vieira foi condenado a 22 anos, 10 meses e 10 dias de prisão por sequestrar e tentar matar a ex-companheira Luciane Borges Nunes em um posto de combustíveis de Campo Grande. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (10), no Tribunal do Júri. Os jurados reconheceram os crimes de tentativa de feminicídio qualificado, sequestro qualificado e porte ilegal de arma de fogo. O réu permanecerá preso e cumprirá a pena em regime fechado.  O Conselho de Sentença rejeitou as teses da defesa que buscavam desclassificar o caso para lesão corporal e absolver o acusado dos crimes mais graves. Os jurados, porém, absolveram Marcos das acusações de violência psicológica, dano qualificado e desobediência.  Na sentença, o juiz Aluizio Pereira dos Santos destacou que o réu não aceitava o fim do relacionamento e agiu motivado por ciúmes e sentimento de posse. Ao fixar a pena, o magistrado afirmou que a conduta representou \"o ápice da escalada da violência\" já praticada contra a vítima.  Segundo a decisão, Marcos efetuou disparos em direção a regiões vitais do corpo de Luciane. O juiz ressaltou que os tiros atingiram pulmão e intestino, provocaram lesões graves e deixaram sequelas que ainda exigem tratamento médico.  \"O motivo do crime deve ser valorado negativamente, visto que a conduta foi praticada em razão de ciúmes do acusado, que não se conformava com o término do relacionamento, o que revela sentimento de posse\", registrou o magistrado.  A pena mais alta foi aplicada pela tentativa de feminicídio qualificado, que resultou em 17 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. O sequestro somou mais três anos de prisão. Já o porte ilegal de arma de fogo acrescentou dois anos e um mês à condenação.  Ao analisar a dinâmica do ataque, o juiz destacou que o crime ocorreu em um local movimentado e que Marcos perseguiu a vítima por cerca de 50 metros dentro do posto antes dos disparos.  A decisão também menciona que Luciane ficou incapacitada para as atividades habituais por mais de 30 dias e sofreu consequências físicas que permanecem mais de um ano depois do atentado.  Além da prisão, Marcos deverá pagar indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais. O valor será corrigido monetariamente e acrescido de juros.   Versão do réu  - Durante interrogatório que durou mais de uma hora e meia, Marcos admitiu que atirou contra a ex-companheira, mas negou intenção de matá-la.  \"Se tem uma pessoa que eu amava ali, era ela. Ali foi impulso\", afirmou aos jurados.  Em outro momento, disse que não planejou o ataque. \"Não pensei em nada, me deu um branco. Nem sei por que atirei. Na hora me deu um start\", declarou.  O réu também negou ter sequestrado Luciane. Segundo ele, a ex-companheira entrou espontaneamente no carro e os dois conversavam sobre uma possível retomada do relacionamento.  Os jurados, entretanto, reconheceram que a vítima foi privada da liberdade antes dos disparos.       Relato da vítima  - Pela manhã, Luciane prestou depoimento em sessão reservada, acompanhada apenas pelo juiz e pelos jurados. O relato durou mais de uma hora.  Em entrevista concedida ao  Campo Grande News  logo após o atentado, a mulher contou que havia encerrado o relacionamento dois meses antes do crime e já havia iniciado o processo de divórcio.  \"Marcos pedia para voltar, dizia que tinha mudado. Mas eu não acreditava mais. Deixava claro que não voltaria\", relatou na ocasião.  Em reportagem publicada durante o julgamento, Luciane afirmou que acreditava ter sobrevivido porque o ex-companheiro pensou que ela estava morta.   Crime foi registrado por câmeras  - O caso ocorreu em 29 de maio de 2025. De acordo com a denúncia, Marcos abordou Luciane na Rua Itaituba, no Jardim Centenário, e a obrigou a entrar em seu Hyundai HB20 branco. A vítima permaneceu sob seu controle por aproximadamente uma hora.  Mais tarde, o casal chegou a um posto de combustíveis na Rua da Divisão, no Jardim Monte Alegre. Imagens de segurança mostram Luciane entrando no banheiro. Ao sair, ela tenta escapar.  As câmeras registraram o momento em que Marcos corre atrás da ex-companheira e dispara várias vezes. Conforme a investigação, ela foi atingida por cinco tiros.",
  "title": "Júri condena homem que atirou na ex em posto a 22 anos de prisão"
}