Em aula de Direito Civil, aluna solta o vozeirão cantando “Fim da Noite”
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial]
June 9, 2026
Depois que descobriu o talento de uma aluna, a professora de Direito Civil Tânia convidou Ana Julia Saravy, de 18 anos, a levar o violão para a sala e dar uma "palhinha" para descontrair a turma. O que a acadêmica não imaginava era que a apresentação improvisada sairia dos corredores da faculdade e ganharia a internet. O timbre forte impressionou os colegas, o vídeo viralizou e, de repente, muita gente passou a perguntar quem era a dona do vozeirão no curso de Direito da Universidade Católica Dom Bosco. Nas imagens acima, Ana aparece cantando a música "Fim de Noite", que é originalmente do grupo brasileiro de pagode romântico Adryana e a Rapaziada, lançada no início dos anos 2000. Nos últimos meses, a música ganhou bastante destaque e viralizou nas redes sociais ao ser regravada em ritmo sertanejo pela cantora Mariana Fagundes. Moradora do Bairro Rita Vieira, ela começou a cantar aos 9 anos na Igreja Assembleia de Deus Missões, acompanhando a mãe, que fazia parte do coral. "Minha mãe me levava e eu ficava olhando ela cantar. Eu tinha aquela vontade também. Quando surgiu uma oportunidade, as pessoas começaram a falar que eu cantava bem, que eu era afinada, e aí fui fazer aula de canto", relembra. Ela acredita que a igreja foi sua primeira escola artística, mas o sertanejo sempre esteve presente em casa. Influenciada por nomes como Marília Mendonça, Maiara e Maraisa, Bruno e Marrone, Paula Fernandes e a sul-mato-grossense Mariana Fagundes, começou a publicar vídeos nas redes sociais. Em 2023, uma interpretação da música "Leão", eternizada na voz de Marília Mendonça, ultrapassou a marca de 3 milhões de visualizações no TikTok. "Eu falei: vou continuar no sertanejo", lembra. Julia participou de projetos ligados à música sertaneja, recebeu incentivo de professores, já cantou em bares, mas precisou diminuir o ritmo por causa dos estudos. E agora, justamente, a faculdade a tornou mais conhecida. Só que ao contrário do que muita gente pensa, cursar Direito nunca foi um plano B. "Eu pensei no Direito porque isso ajudaria minha carreira, entender a burocracia, aquilo que muitas vezes o músico fica de fora. Eu falei para minha mãe que, se passasse no vestibular, iria fazer. Passei e comecei", conta. Hoje, ela tenta conciliar a rotina acadêmica com a paixão pela música. Além de cantar, toca violão e tem conhecimentos de bateria e teclado, embora considere o violão seu principal instrumento. Mas o maior sonho ainda está guardado na gaveta. "Eu sou compositora. Gostaria de gravar minhas músicas e vender. Eu confio muito nelas. Penso que tudo é no tempo de Deus, mas, se outras portas se abrirem, uma das primeiras iniciativas será lançar as minhas músicas", revela.
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