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  "publishedAt": "2026-05-28T12:49:00.000Z",
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  "textContent": "Após vazamento de informações por uma estagiária, o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) passará a realizar investigação social antes do ingresso de novos estagiários. A decisão foi publicada nesta quinta-feira no Diário da Justiça.  Conforme o documento, a medida considera “a necessidade de resguardar a segurança institucional, a integridade das informações e a confiabilidade das atividades desenvolvidas no âmbito do Poder Judiciário”.  A nova regra foi adotada sete meses após a Operação Argos Panoptes, deflagrada pela Polícia Civil. Entre os alvos estavam uma advogada, a irmã, que atuava como estagiária no fórum, e um homem apontado como integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).  Os investigados são suspeitos de vazar informações sigilosas relacionadas à operação “Adsumus – Fase 2”, realizada em 7 de outubro de 2025 contra traficantes em Naviraí, cidade a 359 quilômetros de Campo Grande.  Segundo a publicação, a decisão também leva em conta “a ocorrência de fatos recentes que evidenciam risco à segurança da informação e à atuação institucional”.  Com a mudança, todos os estagiários e voluntários do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, incluindo os cedidos por outros órgãos públicos, deverão passar por investigação social. O procedimento já é adotado de forma rotineira em concursos públicos, especialmente em cargos ligados à segurança e ao acesso a informações sensíveis.  Caberá à Secretaria de Gestão de Pessoas encaminhar os dados necessários à Assessoria de Inteligência com, no mínimo, dois dias úteis de antecedência ao início das atividades. Já a Assessoria de Inteligência ficará responsável por realizar a investigação social, observando as garantias fundamentais previstas na Constituição.   Sobre o vazamento —  A Polícia Civil descobriu o vazamento de informações sigilosas após analisar o celular de um dos alvos da Operação Adsumus II. No aparelho, os investigadores encontraram um grupo de mensagens com integrantes e simpatizantes da organização criminosa, onde circulavam detalhes sobre a data da ação e o uso de helicóptero policial.   Segundo a investigação, o repasse começou com uma estagiária da Vara Criminal de Naviraí, responsável por compartilhar os dados com a irmã advogada, que avisou o irmão. Este, já conhecido por envolvimento com o tráfico e ligação com o PCC, divulgou as informações no grupo. Apesar da prisão de quatro pessoas por tráfico durante a operação, o vazamento comprometeu as investigações, permitindo que alguns alvos fugissem ou apagassem provas dos celulares.",
  "title": "Após vazamento, TJ passa a investigar estagiários antes da contratação"
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