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  "publishedAt": "2026-05-07T10:58:00.000Z",
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  "textContent": "A frase “Mês que vem melhora” foi a mais votada pelos leitores em enquete sobre a vida financeira dos sul-mato-grossenses. O resultado escancara um retrato conhecido por boa parte da população: contas apertadas, esperança parcelada e orçamento sobrevivendo no improviso.  Na enquete, 39% dos participantes escolheram a opção “Mês que vem melhora”. Logo atrás apareceu “Débito, por favor”, com 37%. Já “Só mais um parcelamento” recebeu 15% dos votos, enquanto “Vou renegociar” ficou com 9%.  O tom bem-humorado da votação esconde um problema sério. Mato Grosso do Sul soma atualmente R$ 10,5 bilhões em dívidas, segundo dados da Serasa referentes a março. Ao todo, o Estado registra 1.291.935 pessoas inadimplentes e 5.931.677 dívidas acumuladas. O ticket médio por consumidor chega a R$ 8.169,62.  Em Campo Grande, o cenário também preocupa. São 498.860 inadimplentes, responsáveis por 2.608.166 dívidas, totalizando R$ 4,7 bilhões.    Nos comentários, leitores misturaram humor, desabafo e preocupação ao falar sobre a própria realidade financeira. Carpegiani Félix Silva ironizou a dependência do cartão de crédito: “Vou passar o caminho das pedras para transformar seu dinheiro em infinito: se você ganha R$ 2 mil, gaste R$ 10 mil no cartão e coloque em datas diferentes de pagamento. Use um cartão para pagar o outro e nunca mexa no seu dinheirinho. Dicas de milhões.”   Já Juliana Garcia descreveu a sensação de viver sempre no limite: “Eu sempre guardo dinheiro para emergência, mas minha vida é um eterno pronto-socorro. Vida financeira? Isso ainda existe?” Francisco Santos também entrou no tom de ironia: “Estou sempre emprestando dinheiro para os amigos sem juros. Dou dinheiro até no semáforo.”  Entre os relatos, também houve quem demonstrasse tentativa de estabilidade ou simplesmente resumisse a dificuldade diária. Gugu Alves afirmou: “Tenho uma loja virtual que hoje emprega 10 pessoas direta e indiretamente.” Georjete Silva resumiu a expectativa financeira em poucas palavras: “À espera de um milagre.” John Yk disse que tenta manter pequenos investimentos: “Sempre investindo um pouquinho em ações.” Nadja Zubko Loschi foi objetiva ao definir a situação atual: “Tentando sobreviver.” Já Mari Pereira resumiu o sentimento em uma única palavra: “Desesperador.”",
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