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Indígenas e polícia têm novos confrontos em fazenda ocupada de Amambai

Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] April 27, 2026
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Indígenas Guarani e Kaiowá e policiais militares tiveram novos confrontos na manhã desta segunda-feira (27) em Amambai, a 351 km de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai. O local do conflito fica ao lado da Reserva Limão Verde, onde o grupo ocupou a Fazenda Limoeiro, no sábado (25). Imagens divulgadas em rede social pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) mostram os policiais chegando a uma área onde estão os indígenas. Bombas de gás foram detonadas para obrigar o grupo a se afastar (veja o vídeo acima). “Está muito ruim aqui. Chegaram com muito ódio, sem diálogo, estão atacando sem piedade. Pedimos socorro, nossas famílias, idosos, estão no rumo das bombas e tiros”, diz um indígena da aldeia citado na postagem do Cimi. A comunidade denuncia que supostos jagunços a serviço dos fazendeiros também participam das investidas. Ainda segundo o Conselho Indigenista Missionário, os supostos ataques contra a comunidade começaram após a “retomada” de parte da fazenda, que integra a Terra Indígena Iguatemipeguá II, em processo de identificação e demarcação desde 2008. Entretanto, ainda não existe nenhuma definição judicial determinando a posse da área aos Guarani e Kaiowá. A Reserva Limão Verde fica entre os municípios de Amambai e Coronel Sapucaia, na linha internacional com o Paraguai. Neste domingo (26), três indígenas foram presos pela Polícia Militar acusados de obstruir a passagem de veículos pela MS-156, mas ainda não há informação se eles foram autuados em flagrante. “Desde a manhã deste domingo, as polícias estaduais lançam sobre os indígenas uma operação de guerra após a retomada de parte da Fazenda Limoeiro, que faz divisa com a reserva e está sobreposta ao tekoha Tapykora Kora, na Terra Indígena Iguatemipeguá II. Ainda não há informações consolidadas sobre feridos ou detidos. Os Kaiowá e Guarani pedem a intervenção urgente da Força Nacional de Segurança Pública e demais autoridades federais”, afirma o Cimi. O Campo Grande News procurou a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) e o MPI (Ministério dos Povos Indígenas), mas até agora não houve manifestação. O espaço segue aberto.

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