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"publishedAt": "2026-04-15T19:48:00.000Z",
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"textContent": "“Cada vez está ficando mais difícil. O ser humano está se transformando em um bicho.” A frase, dita em tom de desabafo, resume o choque de Jorge Paulo Silva ao saber que o corpo da irmã, Vera Lúcia da Silva, foi violado dias após o feminicídio que já havia abalado a família, em Eldorado. Trabalhando em outra cidade, Jorge contou que recebeu a notícia por telefone, sem qualquer detalhe, o que aumentou ainda mais a angústia. “Eu fiquei sabendo agora pelos meus familiares o que aconteceu. Eu saí cedo de casa, estou trabalhando e recebo essa notícia”, disse à reportagem. \"Eu ainda to muito triste, muito abalado, com a perda nela. Ainda mais isso. Cada vez está ficando mais difícil”, repetiu, muito abalado. Sem informações concretas, ele tenta contato com parentes que permanecem na cidade onde o crime ocorreu, em busca de entender o que aconteceu no cemitério. A falta de respostas, segundo ele, se soma à sequência de violências envolvendo a irmã, morta dias antes dentro da própria casa. Vera, de 41 anos, foi assassinada na noite de domingo (12), após ser atingida por dois tiros disparados pelo ex-companheiro, no quintal da residência onde morava, no Bairro Jardim Novo Eldorado. Após o crime, o autor tirou a própria vida no local. A filha do casal, de 9 anos, presenciou a cena. O relacionamento entre os dois havia durado 13 anos e era marcado por conflitos. Eles estavam separados havia oito anos, e havia registros de violência doméstica. Vera chegou a solicitar medida protetiva contra o agressor. Três dias após o crime, na manhã desta terça-feira (15), o túmulo da vítima foi encontrado violado no cemitério da cidade. A Polícia Militar foi acionada por volta das 7h após denúncia. No local, a irregularidade foi confirmada, e equipes da perícia criminal e da funerária foram chamadas para os procedimentos. O caso é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul como vilipêndio a cadáver e violação de sepultura. Segundo a polícia, ela pode ter sido vítima de necrofilia e já foi instaurado procedimento investigativo para apurar o ocorrido. Durante as primeiras diligências, surgiram indícios de que o autor possa ter praticado ato ilícito de extrema gravidade envolvendo o cadáver. A hipótese será analisada com base em laudos periciais. As investigações estão a cargo do Setor de Investigações Gerais, que realiza diligências para identificar o responsável e esclarecer as circunstâncias do crime. Até o momento, ninguém foi preso.",
"title": "“Ser humano virou bicho”, diz irmão após violação de corpo"
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