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  "publishedAt": "2026-04-09T13:36:00.000Z",
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  "textContent": "O preço médio da soja e do milho em Mato Grosso do Sul apresentou queda em março deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo boletim da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul).  No caso da soja, o valor médio disponível ficou em R$ 111,06 por saca, cerca de 5% abaixo dos R$ 116,48 registrados em março de 2025. O preço futuro foi de R$ 121,52 por saca, com recuo de aproximadamente 2% na mesma base de comparação.  A comercialização da safra 2024/2025 foi concluída em março, com preço médio de R$ 119,56 por saca. Para o próximo ciclo, 2025/2026, o ritmo de vendas segue mais lento: até agora, 41,5% da produção foi negociada, com média de R$ 114,51 por saca.  Segundo o analista de Economia da Aprosoja, Mateus Fernandes, a maior oferta de soja e fatores externos têm influenciado o mercado. “Além da produção maior, a guerra no Irã tem impactado as cotações, principalmente pelo efeito no dólar e no preço do petróleo, o que aumenta a oscilação dos preços”, explicou.  O milho também apresentou queda significativa. Em março deste ano, o preço médio disponível foi de R$ 53,07 por saca, cerca de 23% abaixo dos R$ 65,27 registrados no mesmo mês de 2025. O preço futuro ficou em R$ 51,89 por saca, com redução de aproximadamente 10% na comparação anual.  A safra 2024/2025 já tem 93% da produção comercializada, com preço médio de R$ 51,96 por saca. Já a safra 2025/2026 apresenta vendas mais cautelosas: apenas 15,5% da produção foi negociada até março, com média de R$ 51,17 por saca.  Segundo o analista, mudanças no mercado internacional também influenciam o cenário. “O Irã foi o principal comprador do milho sul-mato-grossense em 2025. Agora há um redirecionamento desse produto, o que deixa a comercialização mais lenta e aumenta a pressão sobre os preços”, afirmou.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats.  Clique aqui para acessar o  canal do   Campo Grande News   e siga nossas   redes sociais  .",
  "title": "Com mais oferta e mercado instável, soja e milho têm queda em MS"
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