{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreigyti5j2j5r3f7t6xwzcdfxc2muf2aws6o7y55a7fp7fbrr3fjjhq",
    "uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mihqqqv2egc2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreighm5s34tsh2kws4qv5jn64ozkyagbqkdwidfuo3uafptqluh335u"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 78800
  },
  "path": "/economia/alta-de-ate-56-no-querosene-pressiona-voos-e-pode-encarecer-passagens",
  "publishedAt": "2026-04-01T21:23:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "O reajuste de até 56% no querosene de aviação (QAV), anunciado nesta quarta-feira (1º) pela Petrobras, acendeu um alerta imediato no setor aéreo. A avaliação das companhias é direta: o aumento pressiona custos, dificulta a abertura de novas rotas e pode chegar ao bolso do passageiro.  A Abear afirma que o impacto é estrutural, não pontual. Com o novo reajuste somado à alta de 9,4% registrada em março, o combustível passa a representar cerca de 45% dos custos operacionais das empresas. Na prática, quase metade do que custa manter um avião no ar vira combustível.  O efeito em cadeia já é esperado. Segundo a entidade, a alta tende a reduzir a oferta de voos e limitar a expansão da malha aérea, o que afeta diretamente a conectividade no país. Em termos simples, menos rotas e menos frequência. E, claro, passagem mais cara. Técnicos do governo já trabalham com a possibilidade de aumento de até 20% nas tarifas.  O ponto mais sensível é que o preço do QAV no Brasil segue a lógica internacional, mesmo com mais de 80% da produção sendo nacional. Ou seja, o mercado interno continua refém do preço do barril de petróleo e das tensões externas, como a recente escalada no Oriente Médio envolvendo o Irã. Tradução: o problema não nasce aqui, mas a conta chega aqui.  Diante da pressão, a Petrobras tentou amortecer o impacto com um mecanismo de parcelamento. Distribuidoras poderão pagar cerca de 18% de aumento imediato em abril e dividir o restante em até seis parcelas, a partir de julho. Na prática, funciona como um “empréstimo” para evitar um choque imediato no caixa das empresas aéreas.  A própria estatal admite que a medida busca preservar a demanda e evitar uma desaceleração mais brusca no setor. Internamente, a discussão envolve até flexibilizar a forma de cálculo dos preços, que hoje é mensal, para uma média trimestral, ainda em análise.  Apesar disso, o alívio é limitado. O custo não desaparece, só é empurrado para frente. E esse detalhe importa. Porque, no fim, alguém paga essa conta. E historicamente, esse alguém costuma ser o passageiro.  Hoje, segundo a Anac, o combustível representa cerca de 30% dos custos totais das companhias. Esse número agora tende a subir rápido. E quando combustível sobe nesse nível, não existe mágica operacional que segure o impacto por muito tempo.",
  "title": "Alta de até 56% no querosene pressiona voos e pode encarecer passagens"
}