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Terceirizar gestão de postos trará economia e eficiência, diz secretário

Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] April 1, 2026
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A Prefeitura de Campo Grande considera uma inovação colocar a gestão de unidades de saúde sob cuidados de uma OS (organização social) e vai defender o projeto piloto que foi apresentado na semana passada e já causou debates no Conselho Municipal de Saúde e Câmara Municipal, mobilizando servidores e parlamentares. O secretário de Saúde, Marcelo Brandão Vilela, diz que várias cidades que já adotaram o modelo e identificaram economia de 15 a 20% no custeio e pesquisas atestaram a satisfação dos usuários. Vilela atribui a reação à proposta ao medo de mudança, em especial dos servidores. Em entrevista ao podcast  Na Íntegra , do Campo Grande News , ele aponta que será feito um chamamento público para seleção de uma OS por um período de 12 meses como um teste.  O importante não é só a economicidade, mas a transparência de como está sendo executado o serviço, a monitorização e a eficiência.” As unidades escolhidas são os centros regionais do Aero Rancho e Tiradentes, que têm grande volume de atendimentos e custeio exclusivo dos cofres municipais. Há 4 com esse perfil na cidade, enquanto os demais envolvem recursos da União também. Segundo a iniciativa, quem assumir a gestão das unidades cuidará de tudo, de contratações de pessoas a compras em regime próprio do setor privado, que difere das regras que regem o serviço público. O secretário disse que já pensava no modelo quando esteve à frente da pasta anteriormente, entre 2017 e 2019, época em que não houve receptividade para a adoção.  Conforme Vilela, a própria prefeita Adriane Lopes (PP) também ouviu gestores sobre a iniciativa, que será debatida no dia 9 em uma audiência pública na Câmara. Não vai pegar o servidor e mandar embora. Não existe isso. A gente vai realocar esses servidores.” Um ponto que o secretário defende que será mais ágil é a compra de medicamentos e insumos, o que não ocorre com o poder público, analisa, porque precisa conduzir a aquisição por conta dos trâmites da Lei de Licitações. No caso de remédios, são frequentes as queixas de falta por parte de usuários da saúde pública. Vilela também explicou sobre a necessidade de ampliar a oferta de leitos na rede hospitalar em Campo Grande, onde há concentração de especialidades e prefeituras do interior praticam o que se convencionou chamar de ambulancioterapia, com o envio de pacientes em casos graves e complexos. No final de 2025 houve uma situação crônica com a falta de recursos na Santa Casa, o principal hospital que atende à saúde pública, e serviços chegaram a ser suspensos. A Justiça deu prazo de 90 dias para o Estado e o Município buscarem uma solução duradoura para o problema. Um passo para tentar elaborar um novo contrato inclui uma auditoria nas despesas do hospital, que está em curso. Descentralizar algumas especialidades também está no radar dos gestores públicos.

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