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  "publishedAt": "2026-03-31T17:45:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "A Câmara Municipal de Campo Grande, nesta terça-feira (31), aprovou projeto de lei que obriga a adoção de medidas para garantir sigilo, privacidade e respeito à identidade de pacientes atendidos na rede pública em casos de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), HIV e AIDS.  A proposta, de autoria do vereador Flávio Cabo Almi (PSDB), trata de direitos que já são previstos em legislação federal, como a Lei nº 12.984/2014, que criminaliza a discriminação contra pessoas vivendo com HIV, além de normas constitucionais e da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).  Mesmo assim, o projeto foi apresentado com o argumento de adequar e reforçar a aplicação dessas diretrizes no âmbito municipal.  Na prática, o texto não cria novos programas, estruturas ou despesas. Segundo parecer técnico da Câmara, a proposta “limita-se a estabelecer diretrizes e procedimentos a serem observados no âmbito dos serviços já existentes”.  Entre as medidas previstas estão a substituição da chamada nominal por códigos ou senhas, a garantia de sigilo em prontuários e a capacitação de profissionais para atendimento com respeito à privacidade dos pacientes.  Os pareceres também destacam que a iniciativa está alinhada à Constituição Federal, que garante a inviolabilidade da intimidade e da vida privada, e à legislação já vigente sobre proteção de dados pessoais sensíveis.  Apesar disso, o próprio texto técnico reconhece que o projeto não altera a estrutura do sistema de saúde nem cria obrigações financeiras para o município, deixando a implementação a cargo da gestão já existente.  A justificativa central é reforçar, na prática, direitos que já existem no papel. A proposta parte do entendimento de que, mesmo com previsão legal, situações de exposição, constrangimento e quebra de sigilo ainda podem ocorrer no atendimento público.  Com a aprovação em segunda discussão, o projeto segue para sanção do Executivo.",
  "title": "Lei sobre sigilo em ISTs reforça obrigação já prevista em legislação federal"
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