{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreianakftrxfcjotszrwaf6ziyjlmosf6u67ovpwptdcuvcwjg3ve7m",
    "uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mi4n65ymjea2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiehq5wm4fdwhara3qwvoksbfqk25ditwlhriupjsphbnvw5b36ogq"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 2457450
  },
  "path": "/lado-b/artes-23-08-2011-08/receitas-de-okinawa-guardadas-por-geracoes-serao-reveladas-em-livro",
  "publishedAt": "2026-03-28T12:04:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "tags": [
    "@ladobcgoficial"
  ],
  "textContent": "Os sabores, técnicas e receitas de Okinawa, que por muito tempo ficaram restritos às casas das famílias de imigrantes e às festas organizadas por eles, estão agora reunidos, pela primeira vez, em um livro. “Kwachi Sabirá – Culinária, histórias e receitas dos primeiros imigrantes okinawanos em Campo Grande” será lançado neste sábado (28), a partir das 18 horas, na Associação Okinawa de Campo Grande.  A obra é um marco para uma cidade que tem a segunda maior comunidade okinawana do País, e onde uma cultura muito própria se formou a partir da mistura de hábitos dos imigrantes e dos habitantes locais, tendo o maior representante dessa fusão o sobá, considerado patrimônio imaterial de Campo Grande.  Apesar de a culinária japonesa ser muito conhecida e difundida no Brasil e de Okinawa ser atualmente parte do Japão, a ilha por muito tempo foi um reino independente, com história e cultura próprias e, portanto, também receitas próprias.   “Campo Grande teve uma imigração japonesa atípica porque a maioria dos imigrantes que vieram para cá era de Okinawa, cerca de 70%. A cultura de Okinawa é diferente porque não era parte do Japão, até a língua era diferente, e no livro usamos os nomes na língua de Okinawa como forma de resgatar esses termos”, explica Renata Kawano, uma das autoras.    O processo de produção do livro levou cerca de um ano e contou com a colaboração de vários integrantes da comunidade, mas especialmente dos autores Marcel Arakaki Asato, Dirce Kimié Guenka, Nilton Kiyoshi Shirado e Renata Naomi Otto Kawano. A obra representa um momento de preservação de uma parte da cultura da comunidade, que estava aos poucos se perdendo, com a partida dos membros mais antigos.  Kawano. “Este livro nasceu da necessidade urgente de preservar, registrar e transmitir a rica herança culinária trazida pelos milhares de imigrantes okinawanos que chegaram a Campo Grande há mais de um século. Eles trouxeram histórias, danças, músicas, receitas de comidas simples e uma forma de cozinhar que sustentava o corpo e as memórias da terra natal”, resume Marcel Arakaki.    Entre as principais receitas do livro estão o castirá, o bolo de rapadura okinawano que é um dos pratos mais conhecidos entre a comunidade, o andagui, um bolinho doce que lembra o brasileiro bolinho de chuva, mas tem textura própria, o arroz vermelho, símbolo de prosperidade e boa sorte, a sopa de cabrito, antigamente reservada para ocasiões especiais; além, claro, do famoso sobá, cuja versão preparada por aqui é bem diferente da consumida na ilha de Okinawa.  O lançamento do livro “Kwachi Sabirá – Culinária, histórias e receitas dos primeiros imigrantes okinawanos em Campo Grande”, será realizado neste sábado, a partir das 18 horas, na Associação Okinawa de Campo Grande, localizada na Rua dos Barbosas, 110, no Bairro Amambai.     O evento é gratuito e haverá degustação de alguns dos pratos registrados no livro, mediante\ndisponibilidade.  Acompanhe o  Lado B  no Instagram  @ladobcgoficial ,  Facebook  e  Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp  (67) 99669-9563 (chame aqui) .  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats.  Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .",
  "title": "Receitas de Okinawa guardadas por gerações serão reveladas em livro"
}