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"publishedAt": "2026-03-27T21:36:00.000Z",
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"textContent": "Quem passa diariamente pela Avenida Afonso Pena tem notado uma mudança na paisagem: viaturas da Policia Militar, da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e da Agetran ocupam o canteiro central em diferentes pontos da via. Bem diferente do que se vê ao longo do ano, a presença é resultado do esquema montado para a COP15, realizada em Campo Grande. Agentes de trânsito e da guarda metropolitana estão posicionados em sete pontos ao longo do canteiro central da principal avenida da cidade, além de equipes na Mato Grosso, até a altura do Shopping Bosque dos Ipés, onde ocorre a maior parte da programação da Conferência. Policiais militares do Batalhão de Trânsito também realizam fiscalizações. A maioria está próxima aos hotéis que integram a rota dos ônibus responsáveis pelo transporte dos participantes da COP15. Nas ruas, a avaliação é positiva. No entanto, ela é acompanhada da cobrança para que o reforço na segurança continue mesmo após o fim do evento. “Acho que a presença das viaturas ajuda a reduzir o número de crimes. Deveria ser permanente. Antes quase não via viaturas, agora estão sempre passando”, comentou o almoxarife Magno Adão Rodrigues, de 38 anos. Solange dos Santos, de 47 anos, também defende a continuidade e a ampliação para os bairros da Capital. “Deveria ser sempre assim, não só quando tem evento grande. No dia a dia vemos poucas viaturas”, afirmou. Para Margarete Brandão, de 70 anos, o impacto é perceptível até na dinâmica das ruas. “É bom demais quando aumenta o policiamento. Até agora não vi nenhum morador de rua. Em um dia comum teriam muitos. Acho isso positivo”, disse. Ao Campo Grande News , o tenente-coronel Andrew Nascimento explicou que o policiamento da área central tem sido conduzido pelo 1º BPM (Batalhão da Polícia Militar), com apoio do Batalhão de Trânsito e do Choque. “Para a COP15, bem como em outras operações, foi estabelecido um regime extraordinário para o efetivo administrativo e das unidades-escola, reforçando o policiamento em determinadas áreas, como o Shopping Bosque dos Ipês, onde está a ‘Blue Zone’, e o Parque das Nações”, detalhou. O tenente explicou ainda que as operações não se limitam exclusivamente à região central. “Eventualmente, equipes passam pelo centro em patrulha, apoio a escoltas ou atendimentos, e auxiliam nessa sensação de segurança”, afirmou. Esse efeito, segundo ele, também aparece nos números. No primeiro trimestre, houve redução nos crimes contra o patrimônio, com queda de aproximadamente 33% nos roubos e 19% nos furtos. “Certamente o acréscimo de equipes fortalece as ações. Todas as forças de segurança estão diretamente envolvidas no policiamento da COP15, atuando em regimes extraordinários para melhor atendimento à população e aos visitantes”, disse. Apesar disso, Andrew pondera que a redução não pode ser atribuída exclusivamente à operação do evento. “A operação COP se concentrou mais em março, antes e durante o evento, e segue até a próxima semana. Os dados refletem desde janeiro, então há outros fatores envolvidos, como ações preventivas e integração entre forças em diferentes operações”, explicou. A reportagem também procurou a Prefeitura de Campo Grande em busca de dados da GCM e da Agetran, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue aberto.",
"title": "\"Podia ser sempre assim\": policiamento da COP15 aumenta sensação de segurança"
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