{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreia2mdau4uzxggc32jhuiw6wjetzolhvmi7h2d4bclzrfluyjfknsm",
"uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mhvcgk7wwqg2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreiezo6ptyojjasa5x5zucdzxh2u3cjclktltjrvmrtgohflzaqx7ra"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 60278
},
"path": "/cidades/capital/bernal-precisa-provar-2-pontos-cruciais-de-legitima-defesa-apontam-advogados",
"publishedAt": "2026-03-25T13:55:00.000Z",
"site": "https://www.campograndenews.com.br",
"textContent": "Criminalistas ouvidos pelo Campo Grande News apontam que o ex-prefeito Alcides Bernal, preso por homicídio, só será enquadrado em legítima defesa, versão fornecida pelo político após o crime, se ele conseguir comprovar agressão injusta e que o uso da arma de fogo foi necessário. “Não pode sair atirando, pois a lei exige a presença de duas circunstâncias: agressão injusta e uso moderado de medida de repulsa”, afirma o advogado André Borges. Ainda de acordo com Borges, o uso de arma de fogo exige moderação. “É direito de todos a defesa da vida e da propriedade. Mas não existe autorização para sair atirando em razão de desavenças. Proporcionalidade é a regra geral. Fora disso a situação é grave e pode gerar condenação pesada”, destaca. O advogado lembra que o ex-prefeito deve ir a júri popular, que analisará as provas da acusação e defesa. “Tudo isso será debatido no tribunal do júri. Jurados são soberanos, podendo decidir de uma forma ou de outra, segundo o sentimento de cada um, nem precisando fundamentar ou dar as razões do convencimento” O criminalista José Belga Assis Trad afirma que Bernal terá que comprovar que não agiu com excesso. “Os atos de defesa ou restituição só podem ser os indispensáveis, só a prova vai determinar se no caso concreto ele agiu legitimamente ou em excesso. A lei assegura que o possuidor turbado ou esbulhado possa manter-se ou restituir-se na posse por sua própria força, desde que o faça logo, mas os atos de defesa ou de desforço não podem ir além do indispensável à manutenção ou restituição da posse”. Figura conhecida em Campo Grande, com histórico de ter vencido mesmo sendo o “azarão” na corrida eleitoral, depois cassado e finalizar o mandato por ordem da Justiça, o radialista e advogado Bernal foi parar nas manchetes criminais na tarde de terça-feira (dia 24). Ele matou o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. Em depoimento, Bernal afirmou que agiu em legítima defesa, por acreditar que eram invasores. O crime foi na Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados, numa casa que Bernal ainda ocupava. Porém, tinha ido a leilão em 2025. Roberto arrematou o imóvel e foi ao local acompanhado de um chaveiro e com notificação extrajudicial de despejo. Avisado da movimentação na casa pelo serviço de monitoramento, Bernal correu para o imóvel. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio qualificado por recurso que dificulte a defesa da vítima. Testemunha do caso, o chaveiro nega que o político tenha se defendido, pois já teria chegado com a arma em punho e atirando. “Disse que nem deu tempo de explicar sobre os fatos, afirmando que nem o depoente e nem a vítima estavam armado e não ofereceram nenhum tipo de resistência com o autor. Não houve briga e nem discussão”, relatou o chaveiro no Boletim de Ocorrência. As imagens do caso foram entregues à polícia pela empresa de monitoramento. O conteúdo está num pen drive, nas cores preta e prata, com capacidade para 16 GB (gigabyte). Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .",
"title": "Bernal precisa provar 2 pontos cruciais de legítima defesa, apontam advogados"
}