{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreigjghdqn67jh2mtizo7or4vva66o2upgcu2ju3zg3iuqfc5g7g3hm",
    "uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mfw7ou6dxld2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreib5k2dehzw5m6easgnj4vllgdtyitxshs7covr276xur4vuwvwj5q"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 2530607
  },
  "path": "/lado-b/sabor/de-edicula-a-doceria-pao-de-mel-foi-virada-na-vida-de-bruna",
  "publishedAt": "2026-02-28T11:32:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "O que começou para ajudar a sogra no Natal e ganhar uma graninha virou uma loja repleta de doces que elas fizeram há 10 anos e vendiam de bicicleta. Hoje, depois de tanto tempo batalhando, Bruna Carolina Bornia é dona da própria doceria, onde o carro chefe é exatamente o pão de mel que aprendeu com a sogra. Quem vê o espaço hoje não sabe que a primeira “loja” dela foi no fundo da casa da mãe, em uma edícula.  Em 2015, ainda recém-formada, Bruna viu a vida sair do roteiro. Veio um problema de saúde, uma cirurgia e a dificuldade de conseguir emprego na própria área de engenharia de alimentos. Hoje, aos 30 anos, ela resume aquele período como um ano de “limbo”.  “Começamos a fazer bolos simples, bolo natalino, de maçã. Minha sogra era famosa por fazer pão de mel, eu vendia na faculdade para ela. A gente fez bolos de pão de mel, panetone recheado, tiramos fotos e demos um nome para o negócio, Rosa Carolina, uma união dos nossos nomes.”       Uma semana depois, Bruna e a sogra receberam a primeira encomenda grande: 30 bolos. Ela tinha em casa apenas duas formas, um fogão comum e poucos utensílios. As coisas foram dando certo e os pedidos foram chegando. Depois de algum tempo, a sogra saiu do negócio e o filho, esposo de Bruna, entrou. Além dele, a mãe e a irmã da doceira também embarcaram na confecção.  A mãe ajuda a montar os doces e a irmã os embalar e adesivar. O marido participa de vários processos e atende ao balcão.  “Comecei na casa da minha sogra, na cozinha dela mesmo, vendia umas encomendas aqui e outras ali. O faturamento era muito baixo e acabei usando todo o faturamento no meu casamento. Fomos devagarinho. Tínhamos que ir para algum lugar, fui para os fundos da casa da minha mãe, em uma edícula. Reformei e tudo. Fiquei quase 2 anos no espaço. Chegou um momento que já não dava mais, era a casa deles, os clientes passavam. Decidimos mudar para a nossa casa.”      Já no novo endereço, quem foi para a edícula foi o casal. Com a demanda alta e pouco espaço, eles optaram por fazer a troca. Deixaram a loja na frente e moraram nos fundos. Segundo Bruna, foi nesse momento que o negócio cresceu de fato.  “Acabou vindo a pandemia e sei que, no geral, foi muito ruim, mas para a gente foi muito bom. Começamos a vender muito mais, crescemos e organizamos a frente da casa para receber os clientes. O pessoal chegava lá para pegar as encomendas e começamos a trabalhar com revenda. Conseguimos colocar os pães de mel em 30 lugares da cidade.”  Hoje estão apenas com 3 e o objetivo é focar mais na doceria. Ela explica que antes o forte eram somente datas comemorativas e itens específicos. Agora, como aumentou o cardápio para bolos de 1 kg e fatias, as pessoas procuram mais todos os doces.       “Nós somos famosos pelos pães de mel. Temos 4 sabores: brigadeiro, beijinho, doce de leite e doce de leite com nozes. Eles vão para festas de casamento, nascimentos, festas de aniversário, noivados. Mandamos para algumas partes do mundo também.”  A loja fica na Rua 25 de Dezembro, 2026, bairro São Francisco, e funciona das 10h às 18h30 de segunda a sexta e, aos sábados, das 10h às 16h.",
  "title": "De edícula à doceria, pão de mel foi virada na vida de Bruna"
}