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  "textContent": "A rua, que até então era sinônimo de tranquilidade na Vila Almeida, virou cenário de medo na noite desta terça-feira (24). Horas depois da agressão contra um motoboy de 29 anos, vários motoentregadores se reuniram em frente à casa do homem apontado como agressor e fizeram o chamado “randandandan” - buzinaço e acelerações simultâneas - antes de derrubarem o portão do imóvel.   A reportagem do  Campo Grande News  esteve no local. O portão ficou destruído e parte do muro também foi danificada. Vizinhos ainda tentavam entender o que havia acontecido.   Um morador de 70 anos, que preferiu não se identificar, conta que o susto foi imediato. “Eu estava assistindo televisão, mas eu e a mulher aqui ficamos apavorados. Minha cachorrinha, pequenininha, quase morreu de susto”, relata.   Segundo ele, o bairro sempre foi tranquilo. “Aqui é tranquilo, graças a Deus não tinha esse problema. Esse rapaz [agressor do motoboy] que chegou aí é o filho da dona. Acho que ele já aprontou alguma vez. E pior que lá dentro tinha a menina com a filhinha, e a senhora na outra casa junto com o filho. A senhora começou a passar mal com a situação”.   Questionado se o grupo chegou a invadir o imóvel, o vizinho responde: “Não, só quebraram. Quebraram, jogaram bomba lá dentro, aquele pipoco. A minha mulher, da minha idade, deu uma tremedeira\".       A poucos metros dali, uma moradora de 36 anos também descreve o medo. “Eu achei que era aqui em casa que estavam acertando no meu portão. Ficamos apavorados. Foi de dar medo. Começou do nada e não ficaram muito tempo aqui. Pegou todo mundo de surpresa\".   Sobre a noite depois da confusão, o receio permanece. “Eu dormi tranquilo, agora não sei eles, né? Porque ficou tudo aberto. É perigoso, vai que eles voltam também. Esse é o receio dos vizinhos\", afirma outro morador.    O caso -  A mobilização dos motoentregadores ocorreu horas depois de um motoboy de 29 anos relatar ter sido agredido na manhã de terça-feira (24), em frente a uma residência na Vila Almeida, em Campo Grande.       Segundo o trabalhador, a corrida começou no Aeroporto Internacional de Campo Grande e seguiu normalmente até o destino, por volta das 5h30. Ele afirma que, ao sair do ponto de desembarque, desceu pelo meio-fio porque havia uma mulher com uma criança na ciclovia. “Ele falou que normalmente os motoqueiros descem por ali. Eu respondi: ‘Mas você não viu a senhora e a criancinha?’ Depois disso fomos em silêncio”, contou.   Ainda conforme o motoboy, ao descer da motocicleta o passageiro teria derrubado o veículo de propósito. “Ele falou pros policiais que já tinha descido com a intenção de bater em mim, dar uma lição nos motoboys”, afirmou. O entregador relata que levou golpes com o capacete, teve os óculos de grau quebrados e sofreu danos na motocicleta. “Ele me pegou pela gola e eu apaguei. Só acordei jogado no chão”, disse.   Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que ele recebe um golpe conhecido como mata-leão. Após recobrar a consciência, afirma que ainda foi ameaçado. “Ele falou que ia me matar se eu não saísse dali.”   A Polícia Militar foi acionada, mas, segundo a vítima, não houve prisão por falta de flagrante. O passageiro teria alegado legítima defesa.   Sobre o episódio da noite, quando o portão foi destruído, o motoboy agredido diz que não concorda com a atitude. “Não compactuei com o ocorrido, sou contra. Me chamaram e me neguei a participar, ainda pedi para não acontecer, mas os motoqueiros são assim, se protegem”, declarou.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats.  Clique aqui  para acessar o canal do  Campo Grande News  e siga nossas  redes sociais.",
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