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  "publishedAt": "2026-02-24T20:05:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "O acórdão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que oficializou a aposentadoria compulsória do desembargador Divoncir Schreiner Maran detalha que a conduta do magistrado \"transcende o mero erro de julgamento\" e fere a credibilidade do Poder Judiciário perante a sociedade. A decisão, tomada no último dia 10 de fevereiro, é o desfecho administrativo para o episódio que resultou na fuga de um dos principais nomes do crime organizado no Estado.  A punição máxima é reflexo da decisão proferida por Maran durante um plantão judicial em 2020, quando concedeu liberdade ao megatraficante Gerson Palermo, o “Pigmeu” ou “Italiano”, liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital). Assim que deixou a prisão, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu. Ele segue foragido até hoje.  O relator do processo, conselheiro João Paulo Schoucair, enfatizou em seu voto que o magistrado violou frontalmente os deveres de independência, imparcialidade, prudência e integridade profissional, previstos no Código de Ética da Magistratura Nacional.  Para embasar a condenação, Schoucair resgatou elementos da Operação Tiradentes, da Polícia Federal. A investigação identificou indícios de lavagem de dinheiro decorrentes de suposta propina paga pelo traficante ao desembargador por meio de  “gado de papel”  (negociações fictícias de semoventes).   O inquérito também apontou movimentação financeira incompatível e confusão patrimonial entre o magistrado e sua esposa, Viviane Alves Gomes de Paula,  fatos que vêm sendo acompanhados pelo  Campo Grande News  .  Conforme o entendimento do CNJ, Divoncir adotou um procedimento \"imprudente e desacautelado\", ignorando as particularidades do caso concreto e os deveres funcionais básicos.  O voto, lido pelo presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, reforça que Maran extrapolou os limites da independência funcional. O magistrado teria desconsiderado regras de competência, alertas técnicos de sua própria assessoria e parâmetros do juízo da execução penal para conferir um \"tratamento processual diferenciado sem respaldo normativo idôneo\" ao criminoso.  Por determinação do relator, o acórdão será encaminhado à Procuradoria-Geral do Estado e ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul para que sejam tomadas as providências cíveis e criminais cabíveis.",
  "title": "Atuação de desembargador ao soltar traficante descredibiliza a Justiça, diz CNJ"
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