{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreierat6wuy5u6jxdk6iw3u3vyc7yt7s4qrrhxygsgyiaiu67f6bf2u",
    "uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mf7lf5npbyc2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreibyh4d4ij2lvbsooov73b753sqpzxmnjrupfczp2rji5lmxy7vnvu"
    },
    "mimeType": "image/png",
    "size": 211837
  },
  "path": "/miaunews/mau-halito-nao-e-normal-e-pode-indicar-doenca-grave-no-seu-pet",
  "publishedAt": "2026-02-19T11:21:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "tags": [
    "@ladobcgoficial"
  ],
  "textContent": "O mau hálito em cães e gatos pode até parecer comum no dia a dia, mas não deve ser tratado como algo normal. Segundo o médico-veterinário Fernando Henrique Souza, a halitose, nome técnico do “bafinho”, geralmente é o primeiro sinal de que há algum problema na saúde bucal do pet, principalmente relacionado ao acúmulo de placa bacteriana e tártaro.  De acordo com o veterinário, o processo começa com restos de alimento que ficam nos dentes e se transformam em placa bacteriana. Com o tempo, essa placa endurece e vira tártaro, aquela crosta amarelada ou marrom que se fixa nos dentes, especialmente próximos à gengiva.   Esse ambiente favorece a proliferação de bactérias que liberam odores desagradáveis e provocam inflamação gengival. “O mau hálito é um alerta. Na maioria das vezes, está associado à doença periodontal, que é progressiva e pode causar dor e perda dentária”, explica Fernando Henrique.  Além do cheiro forte, o tutor deve ficar atento a sinais como gengiva vermelha ou inchada, sangramento, dificuldade para mastigar, salivação excessiva, recusa de alimento duro e até mudança de comportamento, como irritação ou apatia. Em casos mais avançados, a infecção pode atingir estruturas mais profundas da boca.   O veterinário alerta ainda que bactérias presentes na cavidade oral podem cair na corrente sanguínea e comprometer órgãos como coração, rins e fígado. “Não é apenas um problema estético. A saúde bucal interfere diretamente na saúde geral do animal”, reforça.  Fernando Henrique também lembra que, embora a principal causa do mau hálito seja o tártaro, alterações no cheiro da boca podem indicar doenças sistêmicas. Hálito com odor muito forte e diferente do habitual pode estar relacionado a problemas renais, diabetes ou distúrbios hepáticos, o que exige avaliação clínica completa.  A prevenção, segundo o médico-veterinário, é simples e deve fazer parte da rotina. A escovação regular dos dentes, com escova e creme dental específicos para pets, é a medida mais eficaz para evitar o acúmulo de placa.  Ele orienta que o hábito seja introduzido desde filhote, de forma gradual e positiva. Além disso, existem petiscos funcionais, brinquedos mastigáveis e algumas rações formuladas para auxiliar na redução da placa bacteriana.  Mesmo com os cuidados em casa, a avaliação periódica com o veterinário é fundamental. Em muitos casos, quando o tártaro já está instalado, é necessária a limpeza dentária profissional, feita com anestesia e equipamentos adequados para remover o acúmulo sem causar dor ao animal. “Quanto antes o problema for identificado, mais simples e menos invasivo será o tratamento”, destaca.  Para o especialista, ignorar o mau hálito pode custar caro à saúde do pet. O que começa com um odor desagradável pode evoluir para dor intensa, infecções, perda de dentes e complicações sistêmicas.   Por isso, ao perceber qualquer alteração, a orientação é procurar atendimento veterinário. “Cuidar da boca é cuidar da qualidade de vida do animal. Prevenção sempre será o melhor caminho”, conclui.  Acompanhe o  Lado B  no Instagram  @ladobcgoficial ,  Facebook  e  Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp  (67) 99669-9563 (chame aqui) .  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats.  Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .",
  "title": "Mau hálito não é normal e pode indicar doença grave no seu pet"
}