{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreih6hmclvzinliviru6errevczywhgboyjr3stfixiaexylpvvokqi",
"uri": "at://did:plc:gw5xy35tnsdabdwfmqr4lcc7/app.bsky.feed.post/3mf5blrrj5ut2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreihavcu2x4vdiwnaiydbsssbcfzlgrsi4cmx4rtku35hllbpudx4me"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 118975
},
"path": "/cidades/interior/morre-no-hospital-o-motociclista-atropelado-por-empresario-bebado",
"publishedAt": "2026-02-18T13:36:00.000Z",
"site": "https://www.campograndenews.com.br",
"textContent": "Morreu no início da madrugada desta quarta-feira (18) o motociclista Luiz Henrique de Oliveira Rosa, de 29 anos, vítima de acidente ocorrido na noite de segunda-feira (16) na BR-163, em Dourados, a 251 km de Campo Grande. Ele pilotava uma moto recém-comprada quando foi atingido por trás pela caminhonete S10 conduzida pelo empresário do ramo imobiliário Ricardo Boschetti Medeiros, de 40 anos. O impacto foi tão violento que a parte frontal da caminhonete “engoliu” a roda traseira da moto. A caminhonete empurrou a moto por pelo menos 150 metros. Arremessado durante a batida, Luiz Henrique sofreu várias escoriações pelo corpo e teve traumatismo craniano com perda de massa encefálica. O rapaz voltava de uma partida de futebol e usava camiseta e shorts. Socorrido pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital da Vida, Luiz Henrique morreu por volta de meia-noite. O quadro dele era considerado gravíssimo. Com o óbito, Ricardo Boschetti Medeiros vai responder por homicídio culposo (sem intenção) e por conduzir veículo sob influência de álcool. Ele apresentava visíveis sinais de embriaguez e se negou a fazer o teste de bafômetro. Aos policiais rodoviários federais que atenderam a ocorrência, Ricardo admitiu ter consumido cerveja. O acidente ocorreu próximo à Estação de Tratamento de Água, na saída para Caarapó. De acordo com o registro policial, Luiz Henrique seguia da Sitioca Ouro Fino e ao entrar na rodovia foi atingido por trás pela caminhonete. O empresário permaneceu no local. Quando a equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) chegou, ele tentou fugir, mas foi detido pelos policiais e algemado. Conforme o boletim de ocorrência, durante o deslocamento para a delegacia, o empresário começou a alterar a voz com os policiais, falando que “ia dar nojo na PC”, que a algema estava apertada e causava dor nas costas, além de insinuar que a equipe estaria parando no sinal vermelho para que ele se machucasse. “Passa no vermelho com essa bosta”, teria dito. Na Depac, ainda segundo o registro policial, Ricardo Boschetti Medeiros disse aos policiais que tinha empresa com mais de 60 funcionários e fez ameaças: “vou me lembrar de vocês depois” e “vocês vão ver o que eu vou arrumar para vocês”. Segundo a PRF, durante todo o procedimento o autor foi tratado de forma respeitosa e teve todos os seus direitos resguardados. Quanto ao uso de algemas, a polícia relatou que era necessário para proteger a integridade física do conduzido e a segurança da equipe, já que a viatura não tinha compartimento isolado para presos e o empresário demonstrava “imprevisibilidade de ações”. Autuado em flagrante também por ameaça e desacato, Ricardo Boschetti Medeiros não ficou nem um dia na cadeia. Na manhã de ontem, o juiz plantonista Caio Márcio de Britto lhe concedeu liberdade provisória mediante algumas medidas cautelares, como se recolher em casa no período noturno e não se ausentar da comarca por mais de oito dias. Não houve arbitramento de fiança. No despacho em que mandou expedir o alvará de soltura, o magistrado citou que não houve pedido de prisão preventiva por parte da autoridade policial (delegado que lavrou o flagrante), tampouco do Ministério Público.",
"title": "Morre no hospital o motociclista atropelado por empresário bêbado"
}