Brasil conclui ratificação do acordo Mercosul-Singapura, com validade a partir de 1º de agosto
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]
July 2, 2026
O Brasil concluiu o processo de ratificação do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e Singapura, após depositar, na última terça-feira (30), junto ao governo do Paraguai, o instrumento de ratificação do tratado. Agora, resta apenas a promulgação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o governo, a ratificação formaliza o compromisso brasileiro com o acordo e permite o avanço para sua entrada em vigor. Para o Brasil, o tratado passará a valer em 1º de agosto, em razão do mecanismo de vigência bilateral previsto no texto para os países que já tenham concluído a ratificação. A informação consta em uma nota conjunta dos ministérios de Relações Exteriores (MRE), da Agricultura (Mapa) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Leia também Acordo Mercosul-UE pode ampliar proteção e projetar Indicações Geográficas brasileiras Governo estabelece novas normas de exportação de carnes à União Europeia Trata-se do primeiro acordo comercial firmado pelo Mercosul com um país do Sudeste Asiático. O tratado prevê a eliminação de tarifas sobre 100% das exportações brasileiras destinadas a Singapura e busca ampliar as relações comerciais e os investimentos entre as partes. De acordo com o governo, a ratificação amplia a segurança jurídica para empresas, fortalece a confiança dos investidores, facilita o comércio e reforça a integração do Brasil aos mercados internacionais. Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura totalizou US$ 10,7 bilhões, com superávit de US$ 4,1 bilhões para o Brasil e exportações no valor total de US$ 7,4 bilhões. Os principais produtos exportados pelo Brasil foram óleos combustíveis, máquinas e equipamentos e carnes de aves, suína e bovina. O governo destaca ainda que, com a entrada em vigor dos acordos do Mercosul com a União Europeia, a EFTA e Singapura, a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por acordos preferenciais passará de 12% para 31,2%.
Discussion in the ATmosphere