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"publishedAt": "2026-07-02T12:30:14.000Z",
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"textContent": "\nA consolidação de novos acordos comerciais e a crescente exigência por rastreabilidade ESG (ambiental, social e governança) estão redesenhando o ambiente de negócios na América Latina. Em meio à aplicação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia e à expansão de mecanismos, ganha força a discussão sobre como tornar práticas empresariais \"legíveis\" em diferentes jurisdições. Nesse contexto, o ecossistema do Latin American Quality Institute (LAQI) passa a ser apresentado como uma infraestrutura de tradução institucional para empresas da região. Segundo Daniel Maximilian Da Costa, founder e CEO da LAQI, o desafio não é apenas cumprir normas, mas tornar evidências organizacionais compreensíveis em múltiplos sistemas regulatórios. \"O que está em jogo não é a criação de uma nova certificação concorrente às regras internacionais, mas a capacidade de traduzir a realidade produtiva latino-americana em linguagem verificável, compatível com diferentes mercados\", afirma. A partir de 2026, com a entrada em vigor de exigências mais rígidas de diligência e carbono na União Europeia, empresas exportadoras passam a lidar com um cenário em que dados ESG deixam de ser declaratórios e passam a ser auditáveis. Nesse ambiente, a infraestrutura LAQI é destacada como uma camada intermediária de organização de evidências, apoiada em três pilares: Norma Q-ESG, registros em blockchain e sistemas de reconhecimento institucional. A chamada LAQIChain, baseada em tecnologia distribuída, é apontada como uma das ferramentas centrais desse modelo. Ela permite registrar indicadores de qualidade, impacto ambiental, práticas sociais e governança em formato verificável. \"Quando um dado ESG é estruturado em registro técnico e pode ser consultado por sistemas automatizados, ele deixa de ser apenas narrativa corporativa e passa a ser evidência institucional\", diz Da Costa. Critérios de avaliação Outro eixo destacado é a Norma Q-ESG, que organiza critérios de avaliação em quatro dimensões: Qualidade, Ambiental, Social e Governança, e estabelece correspondências com referenciais internacionais como os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), diretrizes da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e princípios da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Na prática, o modelo busca permitir que uma PME latino-americana organize suas práticas internas em um vocabulário reconhecível tanto regional quanto globalmente. \"Não existe competitividade internacional sem tradução institucional. O que fazemos é estruturar essa tradução de forma padronizada, sem substituir normas regulatórias, mas ajudando empresas a se prepararem para elas\", reforça. Além da dimensão técnica, o sistema inclui uma rede de reconhecimento construída ao longo de mais de duas décadas de atuação do instituto em 22 países. Eventos, premiações e publicações funcionam como uma camada adicional de reputação verificável. Esse conjunto é apresentado como parte de uma infraestrutura contínua de visibilidade institucional, que combina avaliação, formação e reconhecimento. No campo prático, o impacto mais direto recai sobre pequenas e médias empresas, que representam a maior parte do tecido produtivo da América Latina. De acordo com a análise institucional, essas organizações passam a integrar cadeias de fornecimento de exportadores que já operam sob exigências ESG rigorosas. \"Estamos entrando em uma era em que a competitividade não se mede apenas em preço ou escala, mas em evidência. Quem não consegue provar o que faz, em linguagem compreensível para o mercado global, perde espaço\", conclui Da Costa.",
"title": "Q-ESG e legibilidade institucional redesenham competitividade na América Latina"
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