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  "textContent": "\nA Seedcorp HO, que tem Bunge, UPL e GDM entre seus acionistas, pretende investir em novas cultivares de soja e em melhoramento genético para recuperar o espaço que perdeu no mercado nos últimos anos. Se os planos derem certo, a companhia espera dobrar de tamanho até o início da próxima década. A meta é faturar entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão em cinco anos, diz Carlos Balbi, o presidente da companhia. No ano passado, a empresa faturou R$ 362,1 milhões, ou 32% a menos do que em 2024. A Seedcorp HO está entre as cinco maiores melhoradoras de sementes de soja do país, e hoje produz 2,2 milhões de sacas de sementes por safra. Quatro anos atrás, a empresa chegou a 5 milhões de sacas. O mercado de sementes vive um excesso de oferta. Segundo Balbi, isso é consequência do ciclo de margens elevadas no agronegócio nos anos recentes, que estimulou investimentos na cadeia. Leia também Seedcorp/HO inaugura estação de pesquisa e amplia programa de melhoramento Sementes brasileiras são enviadas ao maior banco de vegetais do mundo “Três anos atrás, o setor de sementes de soja foi otimista, assim como todo o agro. [As empresas investiram em] estrutura, UBSs [unidades de beneficiamento de sementes]. A consequência disso foi o excesso de oferta [de sementes]. Não deixa de ser um momento difícil, mas que vai passar”, avalia Balbi. O caminho para “atravessar a tormenta”, como define o executivo, passa por investimento em pesquisa, inovação genética e desenvolvimento de novas cultivares. A Seedcorp HO investe US$ 4 milhões a US$ 5 milhões por ano em pesquisa, montante que tem ficado estável nos últimos três anos. A estratégia de crescimento da empresa nos próximos anos não contempla investimentos em infraestrutura, como a construção de novas unidades de beneficiamento de sementes, por exemplo. “O Brasil tem uma capacidade ociosa para a produção de sementes de soja. Em um momento de capacidade ociosa e de juros absurdamente caros, não faz sentido investir em ativos fixos”, justifica. Mercado O mercado de sementes de soja, que movimenta mais de R$ 30 bilhões no Brasil por ano, combina a biotecnologia e o melhoramento genético. É a união desses dois elementos que dá origem às sementes comercializadas aos produtores. A Seedcorp HO atua no segmento de melhoramento genético. A empresa desenvolve cultivares por meio de um programa próprio de melhoramento genético e licencia plataformas biotecnológicas, incorporando essas tecnologias às sementes que leva ao mercado. De acordo com o executivo, a perda de participação no mercado ocorreu durante a transição para a tecnologia Intacta 2 Xtend (I2X), desenvolvida pela Bayer. A Seedcorp HO passou por um processo de renovação das cultivares e aposta agora na maturação desse portfólio e na chegada de novas tecnologias para recuperar espaço. “Nós passamos por um momento de renovação de portfólio devido à tecnologia, saindo a Intacta e indo para a I2X. Tínhamos produtos muito robustos de Intacta. Essa renovação de portfólio foi mais devagar do que imaginávamos”, resume Balbi. “Estamos com um portfólio hoje chegando à maturidade, então esperamos um crescimento de vendas desse portfólio para esse ano, recuperando o que foi perdido no ano passado” , afirma. Sementes piratas Apesar do aumento dos custos e do patamar de preços da soja, Balbi não acredita que o cenário possa levar a um aumento significativo no uso de sementes salvas ou piratas na próxima safra. De acordo com a CropLife Brasil, a semente pirata representa 11% do mercado no Brasil. O executivo afirma que o agricultor tem que se planejar com tempo para “colher semente”. “Se ele vai fazer semente em fevereiro, ele tem que ver onde vai colher, onde vai secar, qual o material que ele vai querer colher mais seco. Tem uma série de complexidades, principalmente falando do Cerrado e toda a área que faz safrinha”, observa. Mesmo no Rio Grande do Sul, onde o histórico de uso de semente salva é maior, Balbi acredita que o uso de sementes certificadas será maior na próxima safra. Clima Caracterizado por uma mudança no regime de chuvas, o El Niño, agora confirmado, não impacta a estratégia da empresa a longo prazo. Segundo o CEO, os acionistas da Seedcorp têm histórico de atuação em ciclos positivos e negativos do agronegócio e mantêm uma visão de longo prazo. “O mais novo no jogo é a GDM, que tem 40 e poucos anos no mercado. São empresas acostumadas a ter um ano ruim, um ano bom climaticamente. Não muda o foco no longo prazo”, argumenta o executivo. Segundo Balbi, embora episódios como as perdas que ocorreram no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso afetem determinadas áreas, a produção brasileira de soja continua em trajetória de crescimento graças à diversidade climática e geográfica do país e aos avanços em genética e tecnologia. “O Brasil é grande o suficiente para que nunca dê errado em todo o país”, afirmou, destacando que diferentes regiões costumam compensar eventuais quebras de safra provocadas pelo clima.",
  "title": "Seedcorp desenha estratégia para alcançar inédita receita bilionária"
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