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"textContent": "\nApós criar um programa de regularização da remuneração pela biotecnologia, com mais de 25 mil adesões no Rio Grande do Sul, a Bayer prepara agora uma ofensiva para ampliar o uso de sementes certificadas na safra 2026/27 de soja. Em vez de apostar em regularizações tardias, a empresa quer convencer o agricultor a aderir ao modelo antes do plantio. O foco é o Rio Grande do Sul, onde as sementes piratas respondem por 28% do mercado, segundo a CropLife Brasil. No país, o índice fica em 11%. O plano baseia-se em campanhas que demonstrem que a compra da semente certificada ou a adesão ao sistema de semente salva legal custam menos que o royalty cobrado após a colheita. A Bayer também vai buscar parcerias com revendas, cooperativas e multiplicadores para viabilizar pacotes comerciais e alternativas de financiamento. Leia também Rabobank vê consolidação gradual no mercado brasileiro de sementes de soja Por que os produtores de soja estão adiando a compra de sementes “Percebemos que existiam dúvidas sobre a diferença de valores entre as opções”, disse Fabiano Oliveira, líder do negócio de soja da Bayer, durante evento nesta semana em São Paulo. Segundo ele, ao adotar semente certificada, ou por meio da salva legal, o preço é cerca de metade do valor do royalty pós-plantio na moega. A estratégia para a safra 2026/27 baseia-se em ações educativas, mas outras medidas não estão descartadas. Segundo Fábio Passos, diretor de soja comercial da Bayer, a companhia tem conversado com Associação de Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul) e a Acergs (Associação das Empresas Cerealistas do RS) sobre descontos ou uma “condição comercial diferente”. “Não temos nada fechado ainda, mas nosso grande papel agora é focar na semente certificada”, disse. Em 2025/26, a Bayer realizou o programa Pré-Certifica, voltado a regularizar o agricultor que havia optado por utilizar a biotecnologia, mas sem fazer o pagamento pelo seu uso nas opções de semente certificada e salva legal. A iniciativa possibilitou que a remuneração fosse feita num valor abaixo do que ele precisaria pagar no momento da entrega da soja na moega, segundo a Bayer. Os mais de 25 mil agricultores do RS que aderiram representam mais de 1 milhão de hectares, de acordo com Oliveira. “Vínhamos de quatro, cinco safras bastante desafiadores do ponto de vista de intempéries climáticas, anos muito secos ou anos muito chuvosos. Então foi uma necessidade específica do Rio Grande do Sul”, observou Oliveira. Apesar dos desafios que rondam a safra 2026/27, especialmente no Rio Grande do Sul, onde o endividamento atinge parte relevante dos produtores, o ritmo de comercialização de sementes é considerado positivo até o momento, segundo Oliveira. Um dos argumentos utilizados pela Bayer é o custo da biotecnologia, que representa menos de 4% do investimento total por hectare, com custo estável nos últimos anos. Grupos de produtores alegam que há cobranças referentes a patentes vencidas, o que a Bayer contesta. “Algumas patentes venceram, mas existem outras patentes que garantem a sustentação do contrato de licença”, afirmou o advogado Luiz Henrique do Amaral. “A última patente vence em maio de 2028, a partir de então não há mais cobrança sobre isso. Até porque vai entrar uma nova tecnologia, que é a Intacta 5+, e os produtores vão ter a chance de optar por uma nova tecnologia”.",
"title": "Bayer quer ‘adiantar’ regularização de royalties por sementes"
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