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Jalles teve prejuízo de R$ 50,9 milhões no 4º trimestre da safra 2025/26, mas encerrou ciclo no azul

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] June 17, 2026
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A quebra na safra de cana-de-açúcar nas usinas da Jalles Machado e a consequente redução da produção de açúcar e etanol teve efeito ainda no quarto trimestre da temporada 2025/26, período de entressafra da cultura. No acumulado do ciclo, a companhia só saiu do prejuízo devido a ajustes contábeis, sem efeito caixa. A companhia divulgou que teve um prejuízo líquido de R$ 50,9 milhões no quatro trimestre (de janeiro a março) — um ano antes, o prejuízo fora de R$ 8,5 milhões. Já no resultado consolidado da safra, a companhia teve um lucro líquido de R$ 9,5 milhões, enquanto na safra anterior o resultado foi negativo em R$ 55,9 milhões. A raiz das dificuldades da companhia na safra 2025/26 foi a baixa produtividade de seus canaviais, principalmente na Unidade Jalles Machado, em Goianésia, que produz cana-de-açúcar orgânica e teve dificuldades com a competição com outras vegetações. Mas mesmo as lavouras com tratamento convencional também tiveram problemas, decorrentes do baixo índice de chuvas no início do ano passado. Como resultado, a companhia processou, em suas três usinas, 7,1 milhões de toneladas de cana no total da safra, um volume 10,1% menor. O volume total de produtos vendidos, medidos em Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), foi 8% menor no acumulado da safra. No trimestre final, a venda total em ATR caiu 27,5% na comparação anual, decorrente da produção menos alcooleira na Unidade Santa Vitória e do fato da companhia ter vendido mais etanol nos trimestres anteriores. A receita líquida do quarto trimestre recuou em proporção semelhante, em 25,4%, para R$ 487,8 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do trimestre caiu 46,6%, para R$ 283 milhões. No acumulado da safra, a queda da receita foi ditada principalmente pela baixa dos preços do açúcar, mas foi amortecida pelo mercado de energia e até pelo negócio de açúcar orgânico, produto que foi atingido em cheio pelo tarifaço de Donald Trump. Embora parte relevante das vendas do produto brasileiro vá para os Estados Unidos, a Jalles conseguiu aumentar a receita com o produto. A receita líquida da safra caiu 8,1% para R$ 2,1 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado cedeu 11,8%, para R$ 1,3 bilhão. Apesar do aperto operacional, a companhia manteve o endividamento controlado e praticamente não alterou sua métrica de alavancagem. A dívida líquida manteve-se em R$ 1,7 bilhão, enquanto a alavancagem ficou em 1,3 vez. Projeção para 2026/27 Depois das dificuldades de 2025/26, a Jalles espera reverter o quadro em 2026/27. A empresa estima que aumentará sua moagem de cana em 10,2%, para 7,5 milhões de toneladas. A expectativa é de recuperação de produtividade agrícola nas três usinas, mas principalmente na Unidade Santa Vitória, onde a companhia vem investindo para melhorar o perfil das lavouras. A Jalles também está se programando para uma safra 5,5 pontos percentuais mais alcooleira, o que significa que ela deve destinar 59% de seu ATR para a produção do biocombustível. A companhia também informou que espera reduzir seus gastos com capex (investimentos em bens de capital) e com tratos culturais em 5%, para R$ 1 bilhão, com o fim dos gastos com expansão e redução dos valores direcionado para melhorias operacionais. A única linha de investimentos que deve continuar aumentando é a de irrigação, para melhorar a produtividade da Unidade Santa Vitória. 16/06/2026 21:17:06

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