{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreidcerrvfyax3cki6i4mdwn6ioh2k7ydoe54ftccelzzwsn6jtuzhi",
"uri": "at://did:plc:fi6ft2rjjxnr5a5bbljvn7of/app.bsky.feed.post/3modk4gwf6o52"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreia3242zn264mh5ghk73w7jd5rw3njj76qmvsb5kbzdcvci7netvjq"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 297904
},
"path": "/maquinas-agricolas/noticia/2026/06/industrias-chinesas-aceleram-as-vendas-ao-brasil.ghtml",
"publishedAt": "2026-06-15T09:15:08.000Z",
"site": "https://globorural.globo.com",
"tags": [
"globorural"
],
"textContent": "\nSe nos tratores de menor potência a China está ganhando espaço, o movimento é ainda mais agressivo entre máquinas pesadas voltadas ao agronegócio. Em 2025, as importações de máquinas agrícolas atingiram um recorde de 11 mil unidades, 17% acima do ano anterior. A China ficou em segundo lugar (atrás da Índia) com 3,9 mil unidades, e chamou atenção pelo forte crescimento em relação a 2024: a alta foi de 85,7%, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O Grupo AIZ, de São José dos Pinhais (PR), passou a importar em 2025 equipamentos das chinesas Sinomach e TZCO, que começaram a chegar ao país no início de 2026. A empresa aposta em um portfólio que inclui escavadeiras de até 40 toneladas, tratores de esteira, motoniveladoras, pás carregadeiras e rolos compactadores. Segundo Diego Vasconcelos, diretor comercial de linha amarela do grupo, o preconceito com máquinas chinesas tem perdido força à medida que fabricantes do país elevam a qualidade dos equipamentos e ampliam sua presença internacional. “Não existe mais aquele tabu em relação à máquina chinesa. Os fabricantes estão olhando para o Brasil, entendendo a demanda local e fazendo adaptações para atender o mercado brasileiro.” O grupo trouxe mais de 300 máquinas para pronta entrega e tem 1.500 unidades em processo de importação. A expectativa é triplicar o volume de negócios até o segundo semestre de 2027. Embora o foco da empresa sejam máquinas para terraplanagem e preparação de solo, Vasconcelos vê oportunidades no agronegócio. “A maior parte das vendas são para colheita mecanizada, pinus e eucalipto”, destaca. A BDG Máquinas importou da China pouco mais de mil unidades para comercializar no primeiro semestre, com a expectativa de totalizar 1.800 unidades até o fim do ano. Tratores de 24 a 240 cavalos atendem principalmente as culturas de café, laranja e hortifruti, diz Ubiratan Sousa, diretor do grupo. “Os tratores YTO custam, em média, 30% abaixo dos modelos tradicionais do mercado”, diz. Para Sousa, o mercado já mudou diante da chegada dos equipamentos chineses, com produtos de qualidade, economia de combustível e menor custo. “Isso já aconteceu no segmento de máquinas de construção, está acontecendo com os carros chineses, e agora também com os tratores”.",
"title": "Indústrias chinesas aceleram as vendas ao Brasil"
}