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Irrigação reduz riscos do El Niño para a safra 2026/27, aponta BrasilAgro

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] June 14, 2026
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A confirmação da formação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) acende o alerta para as empresas agrícolas. Temperaturas acima do normal e mudanças no regime de chuvas são esperadas para diferentes regiões do país. E, nesse cenário, a irrigação ganha relevância como instrumento para mitigar perdas, junto com outras tecnologias. A BrasilAgro tem usado uma combinação de tecnologias como telemetria, drones, sistemas de gestão integrados e sistemas de irrigação baseados em dados, com automação e acompanhamento em tempo real das operações. André Guillaumon, CEO da BrasilAgro, disse que, em um cenário de chuvas mais irregulares, especialmente no início da janela de plantio, não basta reagir aos eventos climáticos. “É preciso planejamento, tecnologia e infraestrutura para dar mais previsibilidade à produção. A irrigação entra nesse contexto como uma ferramenta estratégica para reduzir riscos, proteger produtividade e permitir que o agricultor tome decisões com mais segurança”, disse Guillaumon. Leia também: El Niño começou: o que muda para o agronegócio brasileiro? A BrasilAgro conta com 11.501 hectares de áreas irrigadas de uma área agricultável de 166,2 mil hectares. A companhia informou ter reduzido em 30% o consumo de água e energia nas áreas irrigadas de suas operações agrícolas na safra 2024/25, graças à adoção de sistemas de irrigação baseados em dados. “Quando incorporamos a irrigação a um modelo integrado de gestão, ganhamos escala, previsibilidade e consistência nas decisões. Esse é um fator central para sustentar produtividade e eficiência ao longo do tempo”, afirmou o CEO. A concorrente SLC Agrícola, por sua vez, investe em irrigação na Bahia, para permitir o plantio de duas safras por ano na mesma área, além de aumento da produtividade na região, mesmo com as intempéries climáticas. A companhia já conta com 19 mil hectares irrigados e pretende chegar a 53 mil hectares nos próximos anos. No Brasil, o principal usuário da água é o setor agrícola, através da irrigação do plantio. Segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o consumo de água no agro chega a 50,3% de tudo que é retirado de mananciais.

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