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  "textContent": "\nO montante de crédito do Plano Safra 2025/26 concedido de julho do ano passado a maio deste ano para a agricultura empresarial — médios e grandes produtores — chegou a R$ 433 bilhões, 5% menos do que os R$ 458,1 bilhões do intervalo equivalente da safra 2024/25. Os dados fazem parte do Boletim de Desempenho do Crédito Rural elaborado pelo Departamento de Financiamento (Defin), da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil. Assim como nas publicações anteriores, o boletim voltou a reportar queda dos financiamentos por linhas para custeio da produção agrícola nesta temporada, em comparação ao ciclo passado. Foram R$ 137,5 bilhões em onze meses, 13% menos do que os R$ 157,9 bilhões concedidos entre julho de 2024 e maio de 2025. Os empréstimos para custeio só aumentaram para os médios produtores, via o programa Pronamp. Para eles, foram concedidos até maio R$ 51,7 bilhões, 8,7% a mais do que em igual período da safra 2024/25. Segundo o ministério, o incremento reflete o “acerto do planejamento”, que ampliou recursos para esses produtores. O recuo no custeio consolidado foi contrabalançado pelo aumento de 8% do crédito concedido por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR), que chegou perto de R$ 185,2 bilhões. O valor superou o concedido para custeio por linhas oficiais e fez da CPR o principal instrumento de custeio da safra, segundo o ministério. O montante representa 42,8% de todo o financiamento concedido pelo Plano Safra à agricultura empresarial até maio, acima dos 37,4% de um ano atrás. Investimentos em queda Já os desembolsos para investimentos, que possuem prazo mais longo de amortização, caíram 28,1%, somando R$ 46,1 bilhões ao fim de maio. Um ano antes, o volume chegava a R$ 64,1 bilhões. O movimento, na avaliação da pasta, ainda reflete “a cautela dos produtores diante das taxas de juros elevadas” e a perspectiva de queda da Selic até o fim do ano. São observadas reduções dos recursos aplicados de todas as linhas de investimento. As mais expressivas foram nos programas de financiamento à agricultura irrigada (Proirriga), de 56%; no programa de desenvolvimento cooperativo para agregação de valor à produção agropecuária (Prodecoop), de 54%; e no de modernização da frota de tratores agrícolas e implementos associados e colheitadeiras (Moderfrota), também de 54%. “A execução abaixo da programação em todos os programas de investimento indica que a principal restrição está na demanda por crédito, influenciada pelo custo financeiro das operações, e não na oferta de recursos, embora as instituições financeiras tenham adotado critérios mais seletivos na concessão”, disse o ministério na nota. “O cenário também é impactado pela instabilidade econômica internacional, aumento da inadimplência, elevação dos custos de produção e riscos climáticos enfrentados pelo setor nos últimos anos”, acrescentou. Os recursos liberados para operações de comercialização também diminuíram de forma expressiva em onze meses de safra, 26,9%, totalizando R$ 32,8 bilhões. Nos onze meses da safra 2024/25 encerrados em maio de 2025, chegavam a R$ 44,9 bilhões. O número de contratos fechados de julho a maio também foi menor. No caso dos contratos para custeio, caiu 21,5% no período; de investimentos, 28,8%; de CPRs, 21%; comercialização, 48,7%; e de industrialização, na contramão, verifica-se aumento de 17,7%. O ministério reportou ainda queda generalizada, em todas as regiões do Brasil, tanto do número de contratos como nos valores concedidos aos produtores, excluindo as CPRs. Industrialização em alta Os desembolsos de crédito para industrialização aumentaram 59,5%, para quase R$ 31,5 bilhões. Um ano antes, estavam em R$ 19,7 bilhões. “O resultado reflete a ampliação do processamento e da agregação de valor aos produtos agropecuários, com participação relevante das cooperativas”, disse o ministério em comunicado. Initial plugin text",
  "title": "Plano Safra 2025/26 concedeu 5% menos crédito do que um ano antes"
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