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  "publishedAt": "2026-06-09T17:29:29.000Z",
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  "textContent": "\nA diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) solicitou ao ministro da Agricultura, André de Paula, ao menos R$ 27 bilhões para a subvenção às taxas do crédito rural na próxima safra, 2026/27, o dobro do montante da temporada atual, visando diminuir a dependência do setor dos recursos livres e de mercado, que têm taxas mais altas que as linhas do Plano Safra. “Menos que isso é condenar o produtor a juros de mercado que inviabilizam a produção\", diz o texto apresentado ao ministério. Na safra 2025-26, o orçamento para subvenção de taxas, usado para equalizar a diferença entre o custo de captação mais spread da instituição financeira e o que o agricultor paga na ponta, é de R$ 13,5 bilhões, divididos em vários anos. Em reunião nesta terça-feira (9/6) com o ministro, os representantes da FPA reforçaram que a efetividade do Plano Safra 2026/27 dependerá desse aporte mais robusto de orçamento da União para a equalização de juros. Também foi solicitada a criação de uma linha de custeio emergencial, a manutenção das exigibilidades bancárias — porcentual dos depósitos à vista e em poupança que obrigatoriamente devem ser destinados ao crédito rural — na safra 2026/27 e a garantia de taxas de juros competitivas para o crédito rural oficial e acesso real do produtor. No encontro, a FPA reforçou as críticas aos valores recorde anunciados no Plano Safra e a baixa efetividade da concessão na ponta, em cenário de maior restrição dos bancos e de juros altos. A bancada disse ao ministro que é o Plano Safra vai além da \"cifra anunciada\" e que sem orçamento para a equalização é apenas \"um número vazio que não chega à porteira\", segundo fontes. Os parlamentares também disseram que o modelo atual do Plano Safra é cada vez mais dependente de recursos privados, com baixa participação do Tesouro Nacional na equalização de juros. Dos R$ 594 bilhões anunciados para o ciclo 2025/26, por exemplo, cerca de R$ 157 bilhões tinham subvenção. Na avaliação da FPA, o crédito oficial perdeu relevância, enquanto as Cédulas de Produto Rural (CPRs) e outros instrumentos de financiamento privado tiveram saltos nos últimos anos. Para a bancada, há \"negligência\" do governo com a alocação de recursos para a equalização, o que fez cair o ritmo de contratações nesta safra, principalmente de programas de investimentos, como Moderfrota e Proirriga. Initial plugin text",
  "title": "Ruralistas pedem R$ 27 bilhões em subvenção de taxas para Plano Safra"
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