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  "textContent": "\nFundamental para a reprodução de plantas e a preservação da biodiversidade, a abelha está entre os principais agentes polinizadores da natureza. Assim, garantir sua proteção é tarefa primordial. É isso que a startup de monitoramento GeoApis busca fazer desde 2019, quando foi fundada em Piracicaba (SP). Hoje, são mais de 500 mil hectares de lavouras monitoradas no país, e o objetivo ambicioso da agtech é alcançar a marca de 1,5 milhão de hectares ainda neste ano. O GeoApis é um aplicativo de georreferenciamento de apiários criado para evitar a morte de abelhas por conta da pulverização de lavouras com agrotóxicos, explica a fundadora Elaine Basso. A plataforma tem um canal de comunicação entre produtores rurais e apicultores para reduzir casos de mortalidade de colmeias durante as aplicações. O funcionamento é simples: toda vez que um produtor rural faz alguma aplicação química, ele cria um alerta no aplicativo que é emitido aos apiários num raio de até seis quilômetros no entorno. Assim, os apicultores podem mover ou proteger suas colmeias. Leia também Manejo simples controla praga que mata abelhas sem ferrão Empresa 'aluga' abelhas para aumentar produção de maçãs O aplicativo é gratuito para qualquer apicultor, que acessa a plataforma, cadastra o apiário, a quantidade de abelhas e a localização. “Quando o alerta é emitido, o apicultor recebe uma notificação. Nela aparecem informações como qual apiário pode ser afetado e a distância entre a aplicação e o apiário”, explica Basso. Já o produtor precisa pagar para utilizar a plataforma. O ticket médio é de R$ 85 mil por ano, segundo ela, investimento que inclui o uso da tecnologia de georreferenciamento das criações de abelhas, além dos serviços de inventário de apiários e o contato direto com os apicultores. Na avaliação da empreendedora, o maior desafio no monitoramento da espécie começa na “territorialidade” das abelhas. Isso porque o inseto pode voar até 1,5 quilômetro em um dia, o que significa que pode sofrer o impacto eventual de uma pulverização mesmo fora da propriedade onde está a colmeia. “Não adianta olhar só para dentro da porteira.” De acordo com Basso, ao indicar se existem apiários próximos às áreas de cultivo, o aplicativo ajuda criadores, produtores rurais vizinhos e usinas de cana-de-açúcar— seus principais clientes. Ela acrescenta que as usinas têm grandes áreas de floresta em suas propriedades e costumam ter muitos apiários no entorno. O georreferenciamento das colmeias também pode evitar problemas futuros para produtores rurais e usinas. Isso porque quando ocorre uma aplicação indevida de agrotóxicos e fica comprovado que ela causou a morte das abelhas, o apicultor pode entrar com uma ação judicial contra o responsável pela pulverização “E, normalmente, se houver provas, é causa ganha”, afirma. Segundo Basso, até hoje a empresa nunca recebeu investimento, e a tecnologia é 100% da startup, que possui uma equipe de agronomia, biologia e de tecnologia da informação. A agtech ainda pretende ganhar mais tração nos negócios antes de captar recursos. “O mercado ainda não entende completamente a relação entre abelha e agricultura. Nessa parte, sou conservadora. Tenho receio de pegar investimento de um fundo sem garantia de conseguir devolver esse dinheiro no curto prazo e acabar comprometendo a empresa”, diz. Com um faturamento acima dos R$ 2 milhões em 2025, a projeção da empresa para este ano é superar R$ 3 milhões. Hoje, a GeoApis atende clientes em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. O plano é expandir a atuação pela América Latina, como Chile, Colômbia e Peru. O jornalista viajou a convite da Rural, hub de investimentos",
  "title": "Startup ‘segue’ abelhas para evitar destruição de apiários"
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