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Produtor reduz área de trigo e aposta em milho safrinha no Paraná

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] June 6, 2026
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Por considerar o preço do trigo muito baixo, o produtor Valter Luiz Milani, de Marialva, no Norte do Paraná, decidiu reduzir a área da cultura para ampliar a lavoura de milho safrinha. “Trabalhamos com o pé no chão e o preço do trigo está uma vergonha, com um mercado muito fraco, está inviável plantar”, considera. Milani é um exemplo de uma situação que está ocorrendo em todo o Paraná. Desanimados com a baixa rentabilidade, muitos produtores estão substituindo o cultivo do trigo no inverno pela segunda safra de milho. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) divulgados em maio, os produtores receberam pela saca de trigo, em média, R$ 65,88 em abril. O valor é 6% superior ao de março (R$ 61,92), porém 18% inferior ao recebido por 60 quilos do produto em abril de 2025 (R$ 79,99). “Esse pequeno aumento recente foi insuficiente para reverter o desânimo com a cultura, que teve sua área revisada em nosso levantamento de safras", informa o Deral. Em março, o Departamento estimava um recuo de área tritícola de 6% no Paraná frente ao ano anterior. Porém, em abril, esse recuo foi reavaliado para 10%, devendo cobrir 746 mil hectares em comparação com os 826 mil colhidos em 2025. Já para a segunda safra de milho 2025/26, levantamento do Deral estima que a área plantada foi de 2,9 milhões de hectares, representando um aumento superior a 3% em comparação ao ciclo anterior. “Trata-se da maior área já registrada na história para a cultura no Estado”, diz o boletim. No caso de Milani, em 2025, a área de 350 hectares foi igualmente dividida entre trigo e milho segunda safra. Neste ano, porém, o produtor foi mais cauteloso e com o atraso no cronograma de plantio, optou por reduzir a área de trigo para 100 hectares, deixando os 250 hectares restantes para o milho. “Devido ao atraso da soja, alongamos o período de plantio até abril e optamos por essa alteração”, conta. O agricultor comenta que negociou parte da safra de milho a R$ 60 a saca, junto à cooperativa que é associado, em contratos de barter (troca por insumos) frente à média de R$ 53 na cotação de mercado,na região. Já o preço do trigo, segundo ele, gira em torno de R$ 66 a R$ 70 a saca, sem projeção de contratos futuros. Na conta em que entram produtividade e custo de produção, o milho acaba sendo mais vantajoso. “Sem falar que o trigo é uma cultura de risco, se pegar excesso de chuva, a produção pode cair para menos da metade estimada”, avalia. Milani ainda cita a diferença do seguro rural que, no caso do trigo, não cobre o custo de produção: “isso tudo dificulta para o agricultor, o custeio fica muito caro”. Ainda assim, o agricultor projeta uma boa produtividade para o trigo, repetindo o volume do ano anterior, com 60 sacas por hectare. Apesar de menor do que a produtividade registrada nas lavouras em outras áreas do Estado, Milani comenta que o volume superou a média da região, que fica entre 40 sacas a 45 sacas por hectare. “Mesmo assim, temos cautela, pois quem planta trigo hoje está no vermelho”, resume. Já para o milho, a expectativa de produtividade é de 110 sacas por hectare na propriedade. Initial plugin text

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