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  "publishedAt": "2026-06-06T16:29:23.000Z",
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  "textContent": "\nA Raízen confirmou, em Fato Relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite passada, que protocolou seu Plano de Recuperação Extrajudicial junto à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, dando mais um passo no processo de reestruturação financeira iniciado neste ano. Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de 75,45% dos créditos financeiros e quirografários abrangidos pela recuperação, equivalentes a R$ 64,7 bilhões, excluídos os créditos entre empresas do próprio grupo, percentual suficiente para atender às exigências previstas na legislação e alcançado antes do prazo máximo de 90 dias. A proposta estabelece diferentes alternativas para os credores, incluindo a troca de dívidas por novos instrumentos financeiros e a conversão de parte dos créditos em participação acionária na companhia. Entre as principais medidas previstas está um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões a ser realizado pela Shell, acionista da empresa, além da possibilidade de um aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, veículo de investimentos da família de Rubens Ometto, controlador da Cosan. Em contrapartida, os investidores receberão ações ordinárias da companhia. O plano também prevê a conversão de 45% dos créditos reestruturados em participação acionária por meio da emissão de Units compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial, ao preço de R$ 0,50 por Unit. Os 55% restantes dos créditos serão objeto de substituição, refinanciamento ou renegociação por meio da emissão de novos títulos de dívida. Adicionalmente, a companhia pretende implementar medidas estruturais como segregação de ativos, avanço no programa de desinvestimentos e reorganizações societárias. Para determinados credores, o plano oferece ainda opções de liquidação com deságio relevante sobre os valores devidos, além de uma alternativa de pagamento antecipado em dinheiro para créditos de menor valor, limitada a aproximadamente R$ 150 milhões. Estrutura sustentável De acordo com a Raízen, a proposta busca solucionar de forma abrangente o elevado endividamento financeiro do grupo, equacionando necessidades de liquidez de curto e médio prazo e estabelecendo uma estrutura de capital sustentável para o longo prazo. A expectativa da administração é reduzir significativamente a alavancagem financeira, preservar a continuidade operacional dos negócios, melhorar a geração de caixa e criar condições para a retomada da criação de valor aos acionistas. O plano seguirá agora para análise e homologação judicial. A legislação prevê um período de 30 dias para eventuais objeções dos credores antes da decisão final da Justiça. A companhia ressaltou que a recuperação extrajudicial possui caráter estritamente financeiro e não afeta as obrigações mantidas com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros comerciais, que continuarão sendo honradas normalmente.",
  "title": "Raízen fecha acordo de dívida extrajudicial de R$ 65 bilhões com credores"
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