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"textContent": "\nAs novas tarifas propostas pelo governo dos Estados Unidos preocupam a cadeia produtiva do mel brasileiro. A Abemel, que representa os exportadores do produto, avalia que a situação, se confirmada no mês que vem, ficará próxima da primeira rodada de tarifas, que chegaram a 50% no ano passado. Na terça-feira, a Representação de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs a adoção de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Nesta quarta-feira, o governo Trump voltou à carga, com o acréscimo de 12,5% para diversos produtos, o que inclui o mel do Brasil. Se as novas cobranças se confirmarem, a tarifa de importação do mel brasileiro será de 37,5%. O produto também é alvo de uma medida antidumping dos Estados Unidos, com uma tarifa adicional de 5%, que está em revisão. Na avaliação da Abemel, essa medida deve ficar entre 4% e 6%. “Os 40% são um negócio muito alto, principalmente porque o mel brasileiro é orgânico, é mais caro naturalmente. Então, isso tira muito da nossa competitividade”, pontua Renato Azevedo, presidente da Abemel. Em comunicado divulgado na terça-feira, a Associação destaca que o mel orgânico do Brasil ocupa uma posição estratégica no mercado dos Estados Unidos. E não há, entre outros fornecedores, quem consiga substituí-lo com a escala e as características do produto brasileiro. Portanto, afirma a entidade, taxar o mel não atende interesses de nenhum dos dois países. A Associação destaca ainda que a relação dos exportadores brasileiros com os importadores americanos é sólida, transparente, e baseada em altos padrões de qualidade. “Trata-se de uma cadeia produtiva que gera renda para milhares de produtores, muitos deles inseridos na agricultura familiar, e que atende rigorosamente às exigências sanitárias e de rastreabilidade internacionais”, pontua, na nota. A proposta das novas tarifas ainda passará por consulta pública. O governo americano receberá manifestações até 6 de julho de 2026 e realizará audiências no dia 7, antes de tomar uma decisão. A Associação pretende se pronunciar e apresentar seus argumentos às autoridades do país. À reportagem, Renato Azevedo acrescenta que, em maio, representantes do setor estiveram em Washington, capital dos Estados Unidos para uma missão comercial. E que, pelo menos naquela ocasião, houve a demonstração de um entendimento sobre a importância do mel brasileiro para os americanos. “Quem nos recebeu, entendeu a situação. Agora, uma coisa é entender. Outra, é a gente ver o que está passando agora. Vamos nos pronunciar nos Estados Unidos, mostrando o caso do Brasil. Vamos continuar com nossos esforços por lá”, diz.",
"title": "Novas tarifas dos EUA levam taxa sobre o mel brasileiro para mais de 40%"
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