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  "textContent": "\nO valor de R$ 550 bilhões que o ministro da Agricultura, André de Paula, pretende anunciar no Plano Safra 2026/27 para médios e grandes produtores rurais é considerado factível por representantes do sistema financeiro e do setor produtivo. A avaliação é que o governo quer manter a tradição de anunciar números mais robustos a cada ano, ainda mais em cenário eleitoral. O incremento, no entanto, deve ser em cima de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e recursos livres dos bancos. Há críticas no setor financeiro e entre produtores sobre o valor anunciado e o que é efetivado na ponta. Atualmente, diante do alto endividamento, há restrição e aversão ao risco. Com isso, há recursos empoçados, que não são emprestados aos agricultores e pecuaristas. O ritmo de contratações está 12% abaixo do registrado na temporada passada. De julho de 2025 a maio deste ano, foram liberados R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural ante R$ 346,3 bilhões no mesmo período da temporada 2024/25, segundo dados compilados pela reportagem a partir de acesso ao sistema do Banco Central nesta terça-feira (2/6). O número considera os desembolsos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que não é computado pelo Ministério da Agricultura no pedido feito à equipe econômica. Os agricultores familiares acessaram R$ 60,8 bilhões nos 11 meses do Plano Safra atual, valor semelhante aos R$ 59,4 bilhões contratados entre julho de 2024 e maio de 2025. O temor atual do setor financeiro em relação ao Plano Safra 2026/27 é ser surpreendido com alguma nova exigência do governo, como o aumento nas exigibilidades de direcionamento de aplicação de recursos de depósitos à vista, poupança ou Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). No ano passado, os índices já foram reajustados e houve pressão maior nos bancos. Com a entrada em vigor das regras de provisionamento, há dificuldades de cumprimento dessas regras. Técnicos do Banco Central ainda trabalham nas projeções dos montantes de recursos que os bancos serão obrigados a emprestar no próximo ciclo, de acordo com os valores depositados e emitidos e o direcionamento em vigor. A autarquia também discute as variáveis que poderão ser aplicadas dado o novo cenário. Isso porque boa parte das \"exigibilidades\" já são cumpridas com operações prorrogadas e renegociadas, que aumentaram nos últimos anos, o que deixa menos espaço, e menos \"dinheiro novo\", para novas operações. Nesta safra, as instituições financeiras são obrigadas a manter aplicado em crédito rural 70% dos valores da poupança rural, 60% das LCAs e 31,5% dos depósitos à vista. Uma fonte experiente do setor relatou que o recado passado ao governo em reuniões é de que \"o problema não é falta de dinheiro e sim de crédito\". A principal questão do próximo Plano Safra será encontrar soluções para a elevação de risco e a falta de garantias, lembrou. Outras alas do governo, como o Ministério do Desenvolvimento Agrário, por exemplo, têm pregado foco na manutenção de juros, e não no aumento do montante disponível para empréstimos. Já o Ministério da Agricultura falou em aumentar recursos (de R$ 516,4 bilhões para R$ 550 bilhões) e reduzir os juros para um dígito. Atualmente, algumas linhas chegam a 13,5% ao ano. O incremento solicitado pelo Ministério da Agricultura à equipe econômica, por exemplo, é maior do que o efetivado no ano passado. No Plano Safra 2024/26, o governo anunciou R$ 508,6 bilhões em crédito e CPRs. Em 2025/26, foram R$ 516,4 bilhões, aumento nominal de 1,5%. Agora, a pedida é por elevação de 6,5%. A proposta da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para o Plano Safra 2026/27 foi de R$ 518,2 bilhões para a agricultura empresarial, com recursos exclusivos do crédito rural tradicional, sem considerar as CPRs, que deverão ultrapassar os R$ 100 bilhões. Initial plugin text",
  "title": "Recursos do Plano Safra deverão crescer a partir de CPRs e recursos livres"
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