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Cooperados aprovam investimento da Castrolanda em esmagadora de soja

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] May 30, 2026
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A Castrolanda aprovou, durante Assembleia Geral Extraordinária realizada na última quarta-feira (27/5), a participação no projeto de intercooperação para aquisição da planta esmagadora de soja localizada em Ponta Grossa (PR). Assim, a cooperativa passa a integrar a operação de compra do complexo industrial pertencente à Louis Dreyfus Company (LDC), liderada pela Frísia em conjunto com outras seis cooperativas paranaenses. A planta possui capacidade de processamento de cerca de 3,4 mil toneladas de soja por dia. Para o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, a participação no empreendimento representa um avanço estratégico para a cooperativa, pois ampliará sua atuação industrial e fortalecerá o cooperativismo por meio da intercooperação. “É uma indústria já existente, em pleno funcionamento, e entendemos que é importante estrategicamente participar desse projeto. Para a sustentabilidade da Castrolanda, é fundamental avançarmos em projetos industriais, buscando não ficar apenas na atividade primária, mas também na industrialização”, afirma. Segundo o presidente, além de ampliar o conhecimento da cooperativa sobre o mercado de esmagamento de soja, fabricação de farelo e óleo, a iniciativa também cria oportunidades para os cooperados. “Haverá benefícios indiretos para o associado, porque teremos mais uma ferramenta para agregar valor ao produto e ampliar nossa presença nesse mercado”, avalia. Crescimento sustentável O diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee, explica que a aquisição reforça a estratégia de crescimento da cooperativa por meio da intercooperação, especialmente em negócios que exigem grande escala operacional. “O agronegócio é um negócio de escala. Em investimentos como uma esmagadora de soja, se você não tem escala, não é competitivo. Entrando dentro de uma intercooperação, nós já entramos competitivos, e isso faz toda a diferença”, ressalta. Segundo ele, a planta será responsável pelo processamento da soja para produção, principalmente, de farelo, utilizado na alimentação animal, e óleo, destinado aos mercados alimentício e de biodiesel. “Hoje, essa planta já é uma importante compradora da soja na nossa região”, explica. Negociação As tratativas para aquisição da planta tiveram início em 2023, conduzidas inicialmente pela Frísia junto à LDC. A Castrolanda passou a integrar as negociações em fevereiro de 2025, após estudos de viabilidade realizados pelas cooperativas envolvidas. O gerente de Operações de Mercado da Castrolanda, Maicon Nascimento, acredita que a participação na esmagadora fortalece pilares estratégicos importantes para o futuro da cooperativa e dos cooperados. “Além da comercialização do grão, ampliamos nossa participação em etapas industriais de maior valor agregado, como farelo e óleo, fortalecendo nossa presença em cadeias estratégicas ligadas à proteína animal, energia e exportação”, destaca. De acordo com ele, a intercooperação também amplia a competitividade da cooperativa nos mercados nacional e internacional. “Projetos industriais de grande porte exigem escala, eficiência e integração. Essa operação reforça o conceito de intercooperação e cria oportunidades para toda a cadeia produtiva”, enfatiza.

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